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CEI da Limpa Gyn: a investigação começa

Comissão define agenda e foca em documentos do contrato com a Prefeitura de Goiânia para iniciar os trabalhos

Em meio a uma intensa disputa política, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Limpa Gyn avança em sua fase inicial na Câmara Municipal de Goiânia. Após sua instalação formal e a definição de sua cúpula, a comissão agora foca na etapa documental e na preparação para as primeiras oitivas.

CEI da Limpa Gyn: a investigação começa

A CEI, que tem como objetivo investigar o contrato da prefeitura com o Consórcio Limpa Gyn, foi oficialmente instalada e teve seus membros definidos no início de setembro. A comissão é presidida pelo vereador Welton Lemos (SD), com Aava Santiago (PSDB) na vice-presidência e Willian Veloso (PL) como relator. A escolha da cúpula, que inclui nomes da oposição e da base independente, sinalizou o tom de fiscalização que a CEI deve adotar.

O grupo é composto por sete membros titulares e três suplentes, representando diferentes blocos parlamentares e expondo um racha na base do prefeito Sandro Mabel (UB). A presença de vereadores que apoiaram a instauração da CEI, mesmo pertencendo à base aliada, evidenciou a pressão popular e as reclamações recorrentes sobre a qualidade dos serviços de limpeza urbana na capital.

Andamento das Investigações

As reuniões da CEI foram agendadas para acontecerem todas as terças-feiras, às 14h, com a possibilidade de sessões extraordinárias para acelerar os trabalhos.

Na última reunião, a comissão aprovou os primeiros requerimentos que exigem a entrega de documentos e informações detalhadas tanto da Prefeitura de Goiânia quanto do próprio Consórcio Limpa Gyn. O objetivo é analisar o contrato, os aditivos financeiros, o histórico de serviço, os custos operacionais e as denúncias de falhas na execução.

A vice-presidente Aava Santiago (PSDB) destacou a necessidade de diferenciar as responsabilidades entre o consórcio e a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), para que a investigação seja precisa e foque nos problemas específicos do contrato em questão.

Tensões Políticas e Ameaças de Convocação

O clima político em torno da CEI é de alta tensão. A prefeitura, por meio de seus aliados, tentou enfraquecer a comissão desde sua proposição, inclusive com críticas à sua legalidade, mas a Procuradoria da Câmara validou a investigação.

Recentemente, a CEI reagiu de forma incisiva a declarações de um executivo do Consórcio Limpa Gyn que teriam minimizado o impacto da investigação. Em resposta, os vereadores afirmaram que a empresa não tem autonomia para definir os rumos da CEI e alertaram que, se a entrega de documentos for dificultada ou houver omissão de informações, os executivos do consórcio serão convocados a depor.

O relator Willian Veloso (PL) afirmou que o trabalho será técnico e imparcial. A próxima etapa, após a análise documental, será a convocação de testemunhas e gestores públicos e privados para prestar esclarecimentos, o que deve intensificar ainda mais o embate político e as descobertas da comissão.

A CEI na Câmara Municipal de Goiânia, pode se tornar uma oportunidade estratégica para a gestão do prefeito Sandro Mabel (União Brasil). Em vez de ser vista apenas como um foco de tensão política, a investigação oferece um palco para a prefeitura apresentar, de forma transparente, todos os detalhes do contrato com o consórcio.

A CEI tem como missão principal analisar minuciosamente os documentos, aditivos e a execução dos serviços de limpeza urbana. Para a gestão municipal, essa é a chance de esclarecer as recorrentes reclamações de falhas na coleta de lixo e de suposta ineficiência do serviço, que têm gerado insatisfação popular.

Ao cooperar plenamente com a CEI, a prefeitura tem a chance de:

  • Apresentar a base contratual: Expor todos os termos do acordo, provando que o processo é transparente e que o consórcio tem as condições necessárias para atuar.
  • Demonstrar a evolução dos serviços: Compartilhar dados e métricas que mostrem o desenvolvimento e a melhoria contínua da coleta de lixo e da limpeza na cidade.
  • Revelar a sustentabilidade econômica: Apresentar a evolução financeira do consórcio, justificando custos e despesas, o que pode desmentir rumores sobre preços elevados ou falta de fiscalização.
  • Destacar o desenvolvimento do setor: Usar a CEI para mostrar como a parceria com o setor privado, se bem-sucedida, pode modernizar a gestão de resíduos e trazer ganhos para a cidade.

Ao adotar uma postura proativa, Mabel e sua equipe podem transformar a CEI de um desafio político em uma ferramenta de comunicação, provando que a gestão é séria e transparente. Com isso, a comissão deixaria de ser uma arma da oposição para se tornar um espaço de prestação de contas.

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Crédito da Imagem: Mariana Capeletti Calaça – Câmara de Goiânia

Redação GOYAZ

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