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PF investiga Bolsonaro por ações na pandemia, decide STF

PF investiga Bolsonaro por ações na pandemia, decide STF. A Polícia Federal recebeu autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino para abrir inquérito que apura a conduta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados na gestão da covid-19.

A determinação acolhe pedido da própria PF, que se baseou no relatório final da CPI da Covid entregue ao Senado em 2021. O órgão terá 60 dias para complementar as provas reunidas pela comissão parlamentar, que apontou possíveis fraudes em licitações, superfaturamento e desvio de recursos públicos destinados ao combate da pandemia.

PF investiga Bolsonaro por ações na pandemia, decide STF

O inquérito retoma pontos que, em 2022, haviam sido arquivados a pedido da então Procuradoria-Geral da República. Na época, a vice-procuradora Lindôra Araújo alegou falta de elementos mínimos para avançar. Após revisar o material, a PF concluiu que novas diligências são necessárias e requisitou acesso integral às provas.

O relatório da CPI apontou nove possíveis crimes atribuídos a Bolsonaro, entre eles prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado morte e crimes contra a humanidade. A investigação também alcança integrantes do círculo político e familiar do ex-chefe do Executivo, como os parlamentares Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além dos ex-ministros Osmar Terra e Onyx Lorenzoni.

Outros nomes citados incluem a deputada Carla Zambelli (PL-SP), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e empresários como Luciano Hang e Carlos Wizard Martins. Influenciadores digitais ligados ao antigo governo, a exemplo de Allan dos Santos, também estão na lista de investigados.

Flávio Dino ressaltou que a autorização segue o entendimento de que há “indícios relevantes de materialidade e autoria” encontrados pela CPI. Segundo ele, a apuração visa esclarecer se houve “conduta dolosa” na adoção de políticas que podem ter contribuído para o agravamento da crise sanitária. O voto foi enviado para análise da Procuradoria-Geral da República, que continua a ter prerrogativa de oferecer eventual denúncia ao STF.

Detalhes sobre os supostos ilícitos constam no relatório final da CPI, disponível no site do Senado Federal, referência considerada de alta autoridade pelo setor jurídico (confira o documento completo).

Para acompanhar os próximos desdobramentos da investigação e outras notícias do cenário político, visite nossa editoria de Política e continue informado.

Crédito da imagem: Evaristo Sá/AFP

Redação GOYAZ

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