Inquérito contra Bolsonaro: Dino aciona PF sobre Covid

Inquérito contra Bolsonaro: Dino aciona PF sobre Covid marca o avanço das apurações sobre possíveis irregularidades na gestão da pandemia. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (18/9) a abertura de investigação pela Polícia Federal (PF) para aprofundar indícios de crimes apontados pela CPI da Covid.
Em decisão que converte a Petição nº 10.064/DF em inquérito policial, Dino acolheu requerimento da própria PF. A corporação solicitou prazo de 60 dias para ouvir os envolvidos, reunir documentos e analisar supostas fraudes em contratos públicos firmados durante a emergência sanitária.
Inquérito contra Bolsonaro: Dino aciona PF sobre Covid
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 23 aliados passaram a condição de investigados. Entre eles estão o deputado Eduardo Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, as deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli, o empresário Luciano Hang, o blogueiro Allan dos Santos e o ex-assessor Filipe Martins.
Para o ministro, o relatório final da CPI apresentou “fortes indícios de crimes contra a administração pública, notadamente em contratos, fraudes em licitações, superfaturamentos e desvio de recursos”. As conclusões do colegiado também citam a assinatura de acordos com empresas de fachada para serviços genéricos ou fictícios.
A PF pretende apurar responsabilidades no trâmite de compras de vacinas e insumos, além de verificar a eventual prática de prevaricação e corrupção. Caso necessário, novas perícias e quebras de sigilo poderão ser solicitadas. O Ministério Público Federal acompanhará o andamento das diligências.
Especialistas em direito público avaliam que a instauração do inquérito reforça a tese de que o Congresso exerceu papel crucial no escrutínio dos atos do Executivo durante a crise sanitária. Em nota, a defesa de Bolsonaro afirmou esperar “absoluta isenção” da PF e sustentou que não houve irregularidades — posição já apresentada em outros procedimentos.
O Supremo mantém linha de cooperação com a Polícia Federal em casos que envolvem autoridades com foro privilegiado, conforme previsto na Constituição. Mais detalhes sobre o andamento podem ser consultados no portal da Agência Brasil, veículo de referência em informações oficiais.
Este inquérito se soma a outras frentes judiciais que miram o ex-presidente. A expectativa é de que os primeiros depoimentos ocorram ainda neste semestre.
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Crédito da imagem: Gustavo Moreno/STF