EUA sancionam aliados de Alexandre de Moraes, diz site

EUA sancionam aliados de Alexandre de Moraes: o governo norte-americano prepara uma nova rodada de punições que atinge pessoas próximas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo apuração divulgada nesta segunda-feira (22/9).
As informações obtidas pelo portal Metrópoles indicam que Washington pretende usar novamente a Lei Magnitsky para bloquear bens e contas ligadas a integrantes do círculo do magistrado brasileiro, ampliando medidas adotadas em julho.
EUA sancionam aliados de Alexandre de Moraes, diz site
Entre os nomes cotados para entrar na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) estão os juízes auxiliares Airton Vieira e Rafael Tamai, lotados no gabinete de Moraes no STF. Caso a inclusão seja confirmada, qualquer ativo que esses servidores mantenham em território norte-americano, ou em instituições financeiras sob jurisdição dos EUA, poderá ser congelado.
No mesmo pacote, o Departamento do Tesouro manteve as restrições já impostas à esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, entidade mantida pela família. Ambos figuram na lei que permite sanções a estrangeiros acusados de violações de direitos humanos.
As penalidades previstas pela Lei Magnitsky são majoritariamente econômicas. Ainda que Moraes tenha anunciado, em julho, não possuir contas ou investimentos nos Estados Unidos, o congelamento de ativos pode afetar qualquer transação internacional vinculada a instituições americanas.
A ofensiva ocorre em meio ao julgamento, na Primeira Turma do STF, da ação penal que aponta suposta tentativa de anular as eleições de 2022. O processo envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus, todos acusados de participar de uma trama para manter o ex-mandatário no poder.
Para analistas, a escalada de sanções evidencia a disposição da antiga administração Donald Trump de pressionar atores políticos brasileiros considerados ameaças à integridade democrática, ainda que a maioria dos alvos negue qualquer irregularidade.
No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso, mas não comentou oficialmente a possível ampliação das sanções.
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Crédito da imagem: Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto