Serial killer de Rio Verde: testemunha descreve ataque

Serial killer de Rio Verde é a expressão que as autoridades usam para definir Rildo Soares, 34 anos, acusado de agredir, estuprar e incendiar mulheres na cidade do Sudoeste goiano. Entre as vítimas, a sobrevivente identificada como Marcela, 26, tornou-se peça-chave da investigação ao narrar como escapou após ser queimada viva em 1º de março de 2025.
O depoimento de Marcela foi apresentado nesta segunda-feira (28) pela Polícia Civil, que detalhou dez ataques atribuídos a Rildo, incluindo três feminicídios consumados, tentativas de homicídio, latrocínio e incêndios de veículos. A jovem reconheceu o suspeito e descreveu o momento em que desmaiou, foi deixada num lote baldio e acordou ferida horas depois.
Serial killer de Rio Verde: testemunha descreve ataque
Segundo o delegado Adelson Candeo, titular do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), Rildo adotava o mesmo modus operandi: abordava mulheres, em sua maioria usuárias de drogas, durante a madrugada, sob ameaça de faca. Ele as conduzia a terrenos baldios, golpeava-as na cabeça para imobilização, cometia violência sexual e, em vários casos, ateava fogo às vítimas ou aos objetos roubados.
Marcela teria sido o segundo alvo do suspeito. Apesar das queimaduras graves, passou por múltiplas cirurgias em São Paulo e hoje integra o rol de testemunhas que sustentam a denúncia do Ministério Público. No mesmo terreno onde ela foi encontrada, o corpo de Monara Pires, 31, surgiu quatro meses depois, carbonizado e com sinais de traumatismo craniano.
Os registros apontam ainda outras duas mortes: Alexânia Hermógenes, 40, espancada em 29 de agosto de 2025, e Elisângela da Silva, 26, sequestrada a caminho do trabalho em 12 de setembro do mesmo ano. Elisângela chegou a lutar com o agressor, mas foi localizada sem vida, parcialmente enterrada e com indicações de abuso. Câmeras de segurança flagraram Rildo conduzindo a vítima ao local do crime.
Além dos feminicídios, Rildo é investigado por duas tentativas de estupro, desaparecimentos de Neilma de Souza, 42, e Ingrid Romagnoli, 38, além de furto, roubo e incêndio do carro de um ex-patrão. Ele já havia sido detido em flagrante em maio de 2025, mas pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberado. A prisão definitiva ocorreu em 12 de setembro, quando retornou à cena do último crime e foi reconhecido por um investigador.
O caso repercute nacionalmente e reacende debates sobre violência de gênero. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registrou 1.437 feminicídios em 2023, evidenciando a urgência de políticas de prevenção e proteção.
Para Marcela, a denúncia é forma de impedir novos ataques. “Sobrevivi para que outras não passem pelo que vivi”, declarou na coletiva.
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Crédito da imagem: Divulgação PCGO