Galeão Santa Maria: réplica afunda no litoral do México

Galeão Santa Maria: réplica afunda no litoral do México — a réplica do icônico navio de Cristóvão Colombo naufragou na tarde da última sexta-feira (10/10) enquanto retornava ao porto de Puerto Vallarta, no estado de Jalisco, México. Conhecida como Marigalante, a embarcação de madeira ficou à deriva próximo ao Hotel Buenaventura, após apresentar falha crítica no sistema de porão.
Operada pela empresa Pirate Ship Vallarta, a réplica era considerada símbolo turístico local. Quando o problema mecânico ou elétrico nas bombas foi identificado, equipes de resgate da Defesa Civil se mobilizaram para remover todos os tripulantes; não houve feridos.
Galeão Santa Maria: réplica afunda no litoral do México
Segundo autoridades, a forte maré dificultou qualquer tentativa de estabilizar o casco. O navio começou a inclinar rapidamente e, diante da impossibilidade de reparo emergencial, afundou poucos minutos depois. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que a popa desaparece sob as águas do Pacífico, sob olhares consternados de moradores e visitantes.
A comoção tomou conta da cidade. “Hoje, o Marigalante, um pedacinho da alma de Vallarta, faleceu”, lamentou a política local Yussara Canales em publicação nas redes. Ela destacou o valor histórico e emocional do galeão, que durante anos participou de passeios temáticos e eventos culturais.
O capitão e representantes da Pirate Ship Vallarta relataram que inspeções de rotina vinham sendo realizadas, mas admitiram que o sistema de bombeamento apresentou falhas sucessivas. Uma investigação oficial foi aberta para apurar responsabilidades e avaliar se fatores climáticos contribuíram para o sinistro. Matéria da BBC observou que cópias de embarcações históricas exigem manutenção constante devido ao desgaste acelerado da madeira em ambiente salino.
Com o naufrágio, a Secretaria de Turismo de Jalisco avalia o impacto econômico imediato, já que o Marigalante integrava roteiros populares entre cruzeiristas e férias familiares. Especialistas indicam que a remoção do casco submerso deve ocorrer em breve para evitar riscos ambientais e garantir a navegabilidade da baía.
Em nota, a Defesa Civil reforçou que continuará monitorando a área até que não exista perigo para outras embarcações. Autoridades marítimas recomendam que curiosos mantenham distância do local do naufrágio durante as operações de salvamento.
Este caso reforça a necessidade de protocolos de manutenção rígidos em atrações náuticas históricas e replica o alerta para todo o setor turístico.
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Crédito da imagem: Defesa Civil de Puerto Vallarta