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Mendonça bloqueia R$ 390 milhões de sindicato do irmão de Lula

Período de irregularidades sob escrutínio vai de 2021 até o mês de janeiro deste ano

Mendonça bloqueia R$ 390 milhões de sindicato do irmão de Lula: o ministro André Mendonça, relator da Operação Sem Desconto no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens e valores no montante aproximado de R$ 390 milhões pertencentes ao Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi).

Mendonça bloqueia R$ 390 milhões de sindicato do irmão de Lula

A quantia congelada corresponde ao valor total dos descontos que teriam sido efetuados pela entidade de maneira ilícita, sem o consentimento ou a devida autorização dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações abrangem um período de irregularidades que se estende de 2021 até janeiro deste ano.

O Sindnapi é uma entidade de destaque, cujo vice-presidente é José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, que é irmão do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em sua decisão, o ministro Mendonça enfatizou a existência de “suspeitas consistentes” de que membros do Sindnapi estariam envolvidos em uma organização criminosa estruturada com o objetivo de lesar aposentados e pensionistas. Após a obtenção fraudulenta dos recursos via descontos não autorizados, o dinheiro seria submetido a um processo de lavagem de dinheiro para ocultar sua origem ilícita.

A ordem judicial de Mendonça baseou-se em relatórios detalhados da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), que identificaram movimentações financeiras atípicas e incompatíveis com as atividades sindicais. Além do bloqueio de ativos, o ministro autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário da entidade e de seus principais dirigentes, com análise de dados retroativa a 2020.

O aprofundamento das investigações já resultou em ações concretas. Na quinta-feira, dirigentes do sindicato foram alvos de mandados de busca e apreensão em uma operação deflagrada pela PF, também autorizada pelo ministro Mendonça. Por meio de nota oficial, o Sindnapi negou veementemente ter realizado quaisquer descontos ilegais nos proventos de seus associados.

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Crédito da Imagem: Felipe Sampaio/STF/Arquivo

Redação GOYAZ

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