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Prefeita de Gameleira contesta condenação eleitoral

Prefeita de Gameleira de Goiás afirmou não ter cometido irregularidades após a sentença que cassou seu mandato por abuso de poder político e econômico, além de propaganda antecipada. Em nota divulgada nesta quarta-feira (29/10), Wivviane Duarte declarou que o evento julgado “ocorreu de forma transparente e legal” e garantiu confiança na reversão da decisão no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).

A condenação foi proferida pelo juiz Sílvio Jacinto Pereira, da 31ª Zona Eleitoral de Silvânia. O magistrado cassou também o vice-prefeito José Thiago Alves Moreira e o ex-prefeito Wilson Tavares de Sousa Júnior, impondo-lhes inelegibilidade por oito anos, nos termos da Lei Complementar nº 64/1990. Todos permanecem nos cargos até o julgamento do recurso.

Prefeita de Gameleira contesta condenação eleitoral

Segundo a sentença, o grupo político promoveu, em julho de 2024, um lançamento de pré-candidaturas que, na prática, configurou comício. A reunião ocorreu em via pública central, com palco, iluminação profissional, telões de LED e sonorização de grande porte, além de ampla divulgação em redes sociais. Para o juiz, a estrutura desproporcional a um município de 3,6 mil eleitores gerou desequilíbrio na disputa.

A contratação da influenciadora digital Mariana Martins como apresentadora foi apontada como fator que ampliou o alcance do ato e representou pedido indireto de votos fora do período permitido. A defesa alegou custo total de R$ 13 mil, porém não apresentou comprovantes de pagamento, o que levou o magistrado a classificar a versão como “inverossímil”, sugerindo possível doação irregular ou caixa dois.

Wivviane Duarte contestou esses pontos. “Respeitamos a Justiça, mas consideramos a decisão injusta e desproporcional. Não houve uso de recursos públicos nem pedido de votos”, afirmou. Ela determinou à equipe jurídica a imediata interposição de recurso no TRE-GO. Caso a corte confirme a condenação, os três políticos ficarão inelegíveis até 2033.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral foi proposta pela Coligação Unidos por Gameleira e pelo ex-candidato Gilberto Galdino de Souza. O Ministério Público Eleitoral opinou pela improcedência, mas o juiz entendeu haver abuso de poder. Informações sobre legislação eleitoral podem ser consultadas no site do Tribunal Superior Eleitoral.

Em nota final, a prefeita agradeceu o apoio recebido e reiterou o compromisso “com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições democráticas”. Até o julgamento no TRE-GO, ela seguirá à frente da administração.

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Foto: Divulgação.

Redação GOYAZ

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