
Hackers desviam R$ 813 milhões de contas usadas para transferências via PIX, segundo a Polícia Federal, que deflagrou megaoperação para desarticular o grupo.
Equipes da PF cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Bahia e no Distrito Federal, além de diligências no exterior com apoio da Interpol. O bloqueio de bens dos investigados soma R$ 640 milhões.
Hackers desviam R$ 813 mi; PF faz 26 prisões em 6 estados
No total, a Justiça expediu 26 ordens de prisão e 42 de busca. Somente em Goiás foram 12 prisões e 25 buscas, com cinco pessoas detidas até o momento. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que o ataque cibernético ocorreu em julho, atingindo ao menos seis instituições financeiras e provocando tensão no mercado. As empresas afirmam que não houve prejuízo a contas ou dados de clientes.
O incidente foi comunicado pela C&M Software ao Banco Central. Os criminosos teriam usado credenciais legítimas de usuários para acessar, de forma indevida, contas de reserva – espécie de conta-corrente que bancos mantêm no BC para processar operações financeiras, incluindo o PIX.
De acordo com nota oficial do Banco Central do Brasil, as medidas de segurança foram reforçadas e o sistema segue operando normalmente.
O caso reforça a necessidade de protocolos rígidos de autenticação e monitoramento contínuo nas operações digitais, especialmente diante do crescimento acelerado do PIX como meio de pagamento no país.
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Imagem: Divulgação/PF