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Chefes do tráfico de Goiás morrem em operação no Rio

Felipe Curi, secretário de Polícia Civil do RJ, afirmou que Fernandinho liderava a facção em Goiânia e mantinha laços com traficantes cariocas. Rodinha era o líder do tráfico em Itaberaí

Chefes do tráfico de Goiás morrem em operação no Rio: chefes do tráfico de Goiás Fernando Henrique dos Santos, o Fernandinho, e Marcos Vinícius da Silva Lima, o Rodinha, morreram durante a megaoperação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), confirmou a corporação na sexta-feira (31).

De acordo com o secretário de Polícia Civil fluminense, Felipe Curi, Fernandinho liderava a facção em Goiânia e mantinha ligação direta com traficantes cariocas, enquanto Rodinha comandava o tráfico em Itaberaí. Ambos tinham mandados de prisão em aberto por homicídio, tráfico de drogas e associação criminosa.

Chefes do tráfico de Goiás morrem em operação no Rio

A ofensiva deixou 99 suspeitos identificados, 40 oriundos de outros estados, segundo balanço apresentado em coletiva da Secretaria de Segurança Pública do Rio. Entre eles estão ainda os goianos Éder Alves de Souza e Adan Pablo Alves de Oliveira, também ligados ao CV e considerados foragidos.

Investigadores apontam que Fernandinho, 29 anos, atuava como principal elo logístico entre facções de Goiás e do Rio desde 2014. Mesmo foragido na capital fluminense, ele continuava coordenando pontos de venda de drogas em Goiânia. Já Rodinha, 27, deixou Itaberaí no fim de 2024 e assumiu posição de liderança em comunidade carioca no início de 2025.

Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), que viajou ao Rio na quinta-feira (30) com outros governadores, a ação evidencia a dimensão nacional do crime organizado. “Vivemos um estado de guerra, com a dominação do narcotráfico sobre parte do território nacional”, declarou. Caiado também colocou as forças goianas à disposição do governo fluminense.

A operação integra uma série de ações coordenadas contra o Comando Vermelho, facção que, segundo relatório recente da G1, expandiu atividades para pelo menos 20 estados brasileiros nos últimos anos.

O secretário Felipe Curi ressaltou que os trabalhos de identificação de mortos e foragidos continuam, e que novas prisões podem ocorrer a partir da análise de armas e celulares apreendidos.

Para acompanhar a cobertura completa sobre segurança pública em Goiás e desdobramentos desta operação, acesse nossa editoria de Cidades e fique informado.

Crédito da imagem: Divulgação/PCRJ

Redação GOYAZ

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