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Médico preso em operação atuou só 1 dia no Crer

Médico preso em operação atuou só 1 dia no Crer foi a informação confirmada pelo Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação (Crer), em Goiânia. A unidade relatou que o neurologista Luciano Henrique da Silva prestou serviço terceirizado apenas em 25 de fevereiro de 2023 e, desde então, não voltou a constar nas escalas internas.

O posicionamento foi enviado na sexta-feira (31) após a segunda fase da Operação Césio 171, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga a emissão de laudos falsos para militares supostamente contaminados pelo elemento radioativo.

Médico preso em operação atuou só 1 dia no Crer

De acordo com a corporação, Luciano atestava doenças inexistentes relacionadas à exposição ao Césio-137. Com esses documentos, advogados ligados ao grupo ingressavam com ações para obter isenção de Imposto de Renda, benefício reservado a portadores de enfermidades graves. O prejuízo efetivo já chega a R$ 1,7 milhão, mas poderia alcançar R$ 79 milhões se o esquema continuasse.

Além do médico, estão presos temporariamente os advogados Letícia Pereira Silva Neto, Guilherme Alves de Matos Bites e Breno Brandão Silva, além do engenheiro Ricardo André Marques. Eles foram levados para a Casa do Albergado, em Goiânia, onde permanecem à disposição da Justiça.

Na quinta-feira (30), agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária na Região Metropolitana. A polícia descreve a organização como “estruturada”, com divisão de tarefas, acesso a dados sigilosos e uso de “jurídico próprio” para protocolar as ações.

Essa é a segunda etapa da operação. Na primeira fase, a Delegacia de Combate à Corrupção (Deic) identificou indícios de falsificação de documentos e mapeou os primeiros envolvidos. O nome “Césio 171” faz alusão ao maior acidente radiológico fora de usinas nucleares, ocorrido em Goiânia, em 1987.

A investigação começou após médicos denunciarem o uso de assinaturas falsificadas pela advogada Ana Paula Pereira Matos, filha do engenheiro detido. Documentos apreendidos serão periciados, e novas prisões não estão descartadas.

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Crédito da imagem: Arquivo

Redação GOYAZ

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