O desafio de Mabel: responder às urgências históricas com ações estratégicas
Obras de drenagem, saneamento de autarquias e melhorias em educação e trânsito são o foco da gestão

O Desafio de Mabel: responder às urgências históricas com ações estratégicas – desde que Sandro Mabel (União Brasil) assumiu a Prefeitura de Goiânia, a administração tem focado em uma série de ações emergenciais e estruturais para tentar resolver problemas históricos da capital goiana, abrangendo infraestrutura, trânsito, saúde e educação. O início da gestão foi marcado pela decretação de estado de calamidade pública nas finanças e na saúde, buscando otimizar a gestão de recursos.
O desafio de Mabel: responder às urgências históricas com ações estratégicas
Na infraestrutura, uma das primeiras e mais visíveis ações foi a grande força-tarefa de zeladoria e limpeza urbana, que incluiu o tapa-buraco em mais de 190 mil ocorrências, a remoção de centenas de milhares de toneladas de entulho e a troca da iluminação pública por lâmpadas de LED (Programa Brilha Goiânia). Essas medidas visam melhorar o aspecto geral da cidade e aumentar a segurança viária.
Para combater os alagamentos, que são um problema recorrente na capital, o ponto de maior atenção é a Marginal Botafogo. A gestão Mabel propôs e conseguiu a inclusão do projeto de requalificação total da via no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. A intervenção prevê um investimento significativo de R$ 267 milhões para transformar a Marginal Botafogo e resolver seus problemas crônicos de transbordamento e deslizamento.
O plano inclui ações de macrodrenagem de longo prazo, sendo a principal a construção de bacias de contenção (piscinões), projetadas para reter grandes volumes de água da chuva. A expectativa é construir quatro dessas bacias para reduzir a velocidade e o volume de água que chegam ao Córrego Botafogo. Como medidas emergenciais de curto prazo, a prefeitura criou um Gabinete de Crise para monitorar eventos climáticos em tempo real.
No trânsito, além do tapa-buraco e da modernização da iluminação, houve a retomada da fiscalização eletrônica e a implantação de nova sinalização viária em diversos bairros. A prefeitura também ampliou e organizou o estacionamento rotativo com a nova Área Azul.
Na Saúde, a gestão afirma ter investido mais de R$ 800 milhões em 2025, um valor que, segundo a prefeitura, supera o mínimo exigido por lei. As ações incluem a ampliação de leitos de UTI, a garantia do atendimento infantil 24 horas em toda a rede de urgência e emergência e a reestruturação dos serviços essenciais.
Na Educação, foram destinadas verbas para melhorias estruturais em unidades escolares e aquisição de materiais didáticos. A gestão também disponibilizou um número significativo de novas vagas e criou uma Central de Vagas para melhor atender às famílias na alocação de estudantes na Rede Municipal de Educação, buscando combater o déficit histórico de vagas.
Reorganização Estrutural: Comurg e IMAS
A gestão de Sandro Mabel iniciou um amplo e rigoroso plano de reestruturação na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e no Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (IMAS), visando resolver o histórico déficit financeiro, a ineficiência administrativa e o acúmulo de dívidas em ambas as autarquias.
O Enxugamento e a Busca por Autonomia na Comurg
A reestruturação da Comurg é marcada por um corte drástico de despesas e pela busca de eficiência empresarial. A meta da gestão é reduzir o custo operacional da companhia e torná-la autossuficiente.
O plano incluiu o desligamento de cerca de 668 a 671 servidores aposentados, medida que visa evitar passivos trabalhistas futuros e deve gerar uma economia de cerca de R$ 44 milhões por ano. Houve um enxugamento significativo da máquina administrativa, com a redução do número de cargos comissionados em mais de 80%, caindo de 532 para apenas 102.
A gestão também iniciou o pagamento de verbas rescisórias e do FGTS retroativo, buscando regularizar a situação fiscal. O prefeito expressou o objetivo de preparar a Comurg para ser competitiva no mercado.
O Plano de Transformação Estrutural no IMAS
O IMAS, que acumulou um déficit financeiro significativo, está no centro de um Plano de Transformação Estrutural, com acompanhamento do Ministério Público de Goiás (MPGO).
As diretrizes do plano visam reduzir custos operacionais e otimizar procedimentos, como a implementação de protocolos para evitar exames desnecessários. O IMAS passará por uma reformulação para se tornar mais profissional.
O modelo em discussão visa manter a responsabilidade do instituto pela regulação e auditoria, mas com o apoio de uma empresa especializada por meio de licitação para atividades técnicas. O prefeito afirmou que, caso o plano de reestruturação de um ano falhe, ele não hesitará em promover a extinção da autarquia.
A reestruturação da Comurg e do IMAS reflete o objetivo da gestão Mabel de sanear as finanças públicas para, posteriormente, garantir a qualidade dos serviços essenciais, como zeladoria urbana e assistência à saúde dos servidores.
Crédito da Imagem: IA