Política

Lula aposta em Pacheco para aprovar Messias no STF

Lula aposta em Pacheco para aprovar Messias no STF e superar a resistência que ronda o Senado à indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, à vaga aberta na Suprema Corte.

Segundo a analista política Clarissa Oliveira, da CNN Brasil, o presidente enxerga no senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) um fiador capaz de convencer colegas relutantes, sobretudo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, David Alcolumbre (União-AP), contrário à escolha de Messias.

Lula aposta em Pacheco para aprovar Messias no STF

Pacheco, que preside o Congresso, tem trânsito entre governistas e independentes. No Palácio do Planalto, avalia-se que seu engajamento pode destravar a sabatina na CCJ e garantir votos em plenário, etapa decisiva para que Messias alcance os 41 apoios necessários.

Alcolumbre, no entanto, resiste à indicação desde que o nome começou a ganhar força. Interlocutores relatam que o senador do Amapá quer demonstrar força política após ter influenciado na indicação do ministro André Mendonça em 2021.

No PT, parte da bancada teme que ceder às pressões de Alcolumbre fragilize o governo diante de pautas futuras do Congresso. Mesmo assim, a ala majoritária avalia que a investida de Pacheco reduz o risco de derrota e preserva capital político de Lula.

Nos corredores da Advocacia-Geral da União, fontes indicam que o clima arrefeceu depois que o presidente intensificou conversas com líderes do Senado. A percepção é de que o cenário, antes hostil, tornou-se mais receptivo à candidatura de Messias.

A coalizão governista também observa outro fator: Pacheco cogita disputar o governo de Minas Gerais em 2026. Um aceno público de Lula à candidatura mineira ampliaria a exposição do presidente no segundo maior colégio eleitoral do país e solidificaria o palanque petista no estado.

De acordo com dados do portal de notícias do Senado Federal, indicações ao STF costumam levar, em média, 28 dias entre o anúncio do nome e a votação em plenário. O Planalto quer encurtar esse prazo para evitar desgaste prolongado.

Com a ofensiva capitaneada por Rodrigo Pacheco, o Planalto aposta que Jorge Messias será submetido à sabatina na CCJ ainda em novembro, permitindo que a Corte volte a ter 11 ministros antes do julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade previstas para dezembro.

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Crédito da imagem: CNN Brasil

Redação GOYAZ

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