
Região da 44, Entorno e Cidade de Goiás terão monitoramento via IA: o Governo de Goiás selou um acordo estratégico de cinco anos para revolucionar a segurança pública por meio da tecnologia. O Termo de Cooperação Nº 05/2025-SGG, publicado no Diário Oficial, formaliza a parceria entre a Secretaria-Geral de Governo (SGG) e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para a criação, implementação e gestão de um robusto projeto de Videomonitoramento com Inteligência Artificial (IA).
Com um horizonte de atuação que se estende até 17 de novembro de 2030, a iniciativa visa não apenas combater o crime, mas também otimizar recursos operacionais e impulsionar o status de cidades inteligentes no estado.
Região da 44, Entorno e Cidade de Goiás terá monitoramento via IA
O cerne do projeto reside na utilização da Inteligência Artificial. Diferentemente dos sistemas de videomonitoramento tradicionais, que dependem exclusivamente de operadores humanos, a tecnologia de IA permite a análise autônoma e em tempo real de grandes volumes de dados de vídeo.
Na prática, a IA será responsável por:
Detecção de Comportamento Suspeito: Identificação automática de aglomerações, objetos abandonados, pessoas correndo ou brigas, alertando as forças policiais de forma imediata.
Reconhecimento e Rastreamento: Capacidade de rastrear veículos roubados ou indivíduos procurados, integrando as câmeras a bancos de dados de segurança.
Análise Preditiva: Com o tempo, o sistema pode identificar padrões criminais e antecipar possíveis focos de violência ou furtos, permitindo que as patrulhas sejam realocadas de forma proativa.
O objetivo da SSP é claro: com a otimização de recursos operacionais, os policiais poderão focar em ações táticas e repressivas mais eficazes, sendo alertados apenas quando houver risco real, e não pela monitoria contínua e exaustiva de telas.
Áreas de Atuação Estratégica
A escolha das três áreas prioritárias reflete a diversidade e a complexidade dos desafios de segurança de Goiás.
1. Entorno do Distrito Federal: Região de alta complexidade social e criminal, marcada por intensos fluxos populacionais e problemas de segurança que demandam coordenação com o Distrito Federal. O videomonitoramento com IA neste local é essencial para a gestão de fronteiras e o combate a crimes interestaduais.
2. Região da 44 (Goiânia): O maior polo de moda atacadista do Centro-Oeste brasileiro atrai milhões de visitantes e movimenta bilhões anualmente, tornando-se um alvo constante de furtos, roubos e comércio ilegal. A IA será vital para gerenciar o grande fluxo de pessoas, garantir a segurança de turistas e comerciantes, e otimizar o controle de tráfego na área.
3. Cidade de Goiás: Por ser Patrimônio Cultural da Humanidade, a antiga capital exige um sistema de segurança que não só proteja seus moradores, mas também preserve seu patrimônio histórico e garanta a tranquilidade dos visitantes, contribuindo para o desenvolvimento do turismo.
Visão de “Cidades Inteligentes” e Governança
O extrato do Termo de Cooperação, registrado sob o Processo nº 202518037003798, ressalta que o projeto visa o “fortalecimento de indicadores de cidades inteligentes”. Esse aspecto aponta para um uso da tecnologia que vai além da repressão ao crime.
Em um contexto de Smart Cities, o videomonitoramento avançado pode gerar dados valiosos para o planejamento urbano:
Gestão de Tráfego: Acompanhamento e otimização do fluxo de veículos e pedestres.
Dados para Infraestrutura: Análise de áreas de maior concentração para melhor distribuição de serviços e equipamentos públicos.
Qualidade de Vida: Ao proporcionar um ambiente percebido como mais seguro, o governo espera “oportunizar uma melhor qualidade de vida para a população”.
A cooperação entre a SGG (Secretaria-Geral de Governo, que coordena as políticas governamentais) e a SSP (Secretaria de Segurança Pública) garante a execução do projeto com a necessária coordenação intersetorial e o apoio administrativo de alto nível, assegurando que o investimento tecnológico se traduza em resultados efetivos por um período prolongado.
A vigência de cinco anos (2025-2030) demonstra que o governo trata o projeto como uma política de Estado, com resultados esperados no longo prazo.
Crédito da Imagem: IA