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Marconi alerta bomba fiscal do governo com dívida projetada em R$ 28,5 bilhões

Ex-governador e pré-candidato critica o aumento acelerado do rombo sem o pagamento do serviço da dívida

Marconi alerta bomba fiscal do governo com dívida projetada em R$ 28,5 bilhões: o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), emergiu como a voz mais incisiva na crítica à gestão fiscal do governo atual, capitalizando o debate sobre as contas estaduais para se posicionar como o principal nome da oposição, com vistas à disputa pelo Palácio das Esmeraldas em 2026. Em uma série de publicações nas redes sociais, Marconi transformou dados de déficit em um libelo contra o que ele classifica como “má gestão” e “improviso”.

Marconi alerta bomba fiscal do governo com dívida projetada em R$ 28,5 bilhões

A principal crítica de Marconi reside no aumento do endividamento do Estado, mesmo diante de medidas de austeridade do governo, como o congelamento do salário dos servidores e a suspensão de obras estruturais. Segundo o ex-governador, Goiás teria registrado um rombo de R$ 2,46 bilhões até agosto deste ano, o que representa, em sua análise, o maior crescimento de déficit do país, com uma alta de 25% em apenas quatro meses, contrastando com um avanço de apenas 8% na receita.

Para ilustrar o desequilíbrio, Marconi recorre à analogia doméstica: “É como se uma família aumentasse seus gastos três vezes mais rápido do que aumenta sua renda. Todos sabem como essa história termina: endividamento, atraso e desespero.” Ele atribui o cenário a uma “falta de planejamento, pura e simples.”

O núcleo da argumentação de Marconi está na dívida consolidada do Estado, que, segundo ele, saltou de R$ 19,6 bilhões em 2018 para R$ 27,5 bilhões em 2024, com projeção de alcançar R$ 28,5 bilhões em 2026, um crescimento de quase 50%. Aos seus seguidores e críticos do governo, Marconi dispara a pergunta: “Onde está a tal gestão eficiente? Onde está a responsabilidade fiscal?”

Ele enfatiza a seriedade da situação afirmando, com base em sua “experiência”, que “não existe Estado forte com contas fracas, não existe desenvolvimento com rombo, não existe eficiência com improviso.” A consequência desse “rombo” e do crescimento da dívida, na visão do ex-governador, recai sobre o cidadão, o servidor público, o pequeno credor e o futuro da saúde e educação estaduais, transformando Goiás em uma “bola de neve”.

Um ponto central das críticas de Marconi é a decisão do governo de reduzir o limite das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) de 40 para apenas 10 salários mínimos. Para o ex-governador, essa mudança é um atestado da “incapacidade da gestão” em honrar compromissos.

Marconi argumenta que a RPV não deve ser vista como “despesa de fluxo”, mas sim como um direito fundamental de trabalhadores, servidores e advogados que venceram causas judiciais. A redução do limite, segundo ele, apenas transforma a dívida de curto prazo (RPV) em precatório, ou seja, em dívida futura que “destrói o orçamento do próximo governo”.

O ex-governador também ressalta que, mesmo com o limite anterior (40 salários), o governo descumpriu o prazo legal de 60 dias para pagamento, gerando bloqueios de contas e atrasos de mais de um ano.

Como alternativa de “quem entende de contas públicas”, Marconi sugere o retorno ao modelo que “sempre funcionou”: RPV de 20 salários mínimos, visando previsibilidade e respeito.

O tom das declarações, que mescla dados financeiros com um discurso de resgate da “verdade” e da “gestão eficiente”, consolida Marconi como o principal articulador da oposição, transformando o debate sobre as contas públicas em uma plataforma de pré-campanha visando as eleições de 2026 para o Governo de Goiás.

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Crédito da Imagem: Arquivo com IA

Redação GOYAZ

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