Mulher finge gravidez e é absolvida por tribunal no Panamá

Mulher finge gravidez e é absolvida por tribunal no Panamá. A decisão, proferida na sexta-feira (21), encerrou temporariamente o caso que chocou o país ao revelar que o suposto bebê sepultado era, na verdade, uma boneca.
Tahira Edilka Montero foi investigada por fraude após informar ao ex-companheiro, Duvier Alexander, que a filha do casal nascera em 10 de outubro de 2023 e morrera três dias depois. Com estradas bloqueadas por protestos, o corpo teria sido levado a Bugaba somente em dezembro, quando ocorreu o enterro que expôs a farsa.
Mulher finge gravidez e é absolvida por tribunal no Panamá
Durante o sepultamento, em 15 de dezembro, a mãe de Duvier estranhou o tamanho das luvas e dos sapatinhos. Ao abrir o caixão, constatou que se tratava de uma boneca vestida com roupas infantis e algodões no nariz, fato que provocou revolta na família paterna.
O ex-companheiro buscou o hospital para confirmar a certidão de nascimento, mas nenhum registro foi encontrado. Ele também relatou ter sido impedido de acompanhar discussões sobre a autópsia que, supostamente, antecedeu o funeral, aumentando as suspeitas de fraude documental.
Mesmo após quase dois anos de investigação, o tribunal entendeu que os elementos apresentados não comprovaram, além de qualquer dúvida razoável, a autoria de falsificação. Assim, absolveu Tahira de todas as acusações. Os fundamentos completos do veredicto só serão divulgados em 5 de dezembro de 2025, conforme a imprensa local.
Especialistas consultados pelo jornal BBC Mundo afirmam que casos de suposta simulação de gravidez são raros, mas exigem provas materiais robustas para resultar em condenação.
A repercussão internacional também ocorreu porque, segundo a promotoria, a investigada teria mantido a farsa por meses e apresentado documentos presumivelmente adulterados. Ainda assim, a corte considerou insuficientes os indícios de fraude e de simulação.
Com a absolvição, a acusada não terá restrições, mas a família de Duvier avalia recorrer caso surjam novas evidências. Até lá, o processo permanecerá arquivado.
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Foto: Redes Sociais