Política

Aprovação de Lula diverge em pesquisas PoderData e Quest

Aprovação de Lula apresenta diferenças relevantes nas sondagens recentes e coloca em dúvida a leitura do cenário eleitoral para 2026.

A PoderData divulgou nesta quarta-feira (17) que 52% dos eleitores desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 42% o aprovam. Já o levantamento Genial/Quest, publicado na terça (16), mostra desaprovação de 49% e aprovação de 48%, um quadro bem mais equilibrado.

Aprovação de Lula diverge em pesquisas PoderData e Quest

A disparidade ocorre no momento em que partidos articulam estratégias para a próxima disputa presidencial e setores do Centrão pressionam o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) a abandonar a reeleição estadual para abraçar um projeto nacional.

Metodologias distintas, leituras conflitantes

Especialistas ouvidos pela CNN Brasil apontam que nenhum instituto age de má-fé, mas critérios como período de coleta, tamanho da amostra e forma de entrevistas explicam resultados contrastantes. O cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Mackenzie, afirma que isso “provoca dificuldade no mundo político” ao estimar a real rejeição presidencial.

Para o sociólogo Murilo Aragão, da Arko Advice, a diferença numérica “ainda não é expressiva o suficiente para alterar a percepção do eleitor médio”. Ele observa, porém, que a incerteza maior recai sobre o potencial de votos da oposição, especialmente de figuras como o ex-senador Flávio Bolsonaro.

Dentro do Congresso, as divergências também alimentam discursos opostos. O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi, diz ver “equilíbrio entre aprovação e desaprovação”, tornando arriscada qualquer análise definitiva. Já o vice-presidente do PT, deputado Jilmar Tatto, afirma que o partido não “perderá tempo” com levantamentos de terceiros e fará pesquisas próprias “quando for para valer”. No campo bolsonarista, o deputado Ricardo Salles (Novo-SP) avalia que Lula terá dificuldade para reduzir a rejeição “diante das más notícias na economia e da percepção de corrupção”.

Entidades como o Tribunal Superior Eleitoral ressaltam que, além da metodologia, a divulgação transparente de questionários e margens de erro ajuda a sociedade a entender por que os números variam.

Apesar das leituras conflitantes, a diferença de até seis pontos na aprovação sugere que o governo mantém base de apoio considerável, mas enfrenta resistência expressiva — realidade que deve pautar tanto o Planalto quanto possíveis adversários até 2026.

Para entender outras movimentações nos bastidores do poder, acompanhe nossa cobertura em Política e fique por dentro dos próximos capítulos.

Crédito da imagem: CNN Brasil

Redação GOYAZ

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