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José Eliton atua como ponte entre PT e setores moderados

Movimentação aponta alinhamento com o projeto nacional do presidente Lula

José Eliton atua como ponte entre PT e setores moderados: a movimentação política em Goiás ganha novos contornos com a reaproximação de José Eliton ao cenário eleitoral. O ex-governador, que por anos atuou como o braço direito de Marconi Perillo, agora é citado pela cúpula do Partido dos Trabalhadores como um aliado estratégico para o pleito de 2026.

A deputada federal Adriana Accorsi, presidente do PT em Goiás, confirmou que o diálogo com o ex-tucano está avançado. Segundo ela, Eliton é visto como um quadro progressista que já demonstrou alinhamento com o projeto nacional do presidente Lula, inclusive apoiando Fernando Haddad em 2018.

José Eliton atua como ponte entre PT e setores moderados

A possibilidade de José Eliton se filiar ao PT para disputar o Palácio das Esmeraldas é real, embora a estratégia final ainda não tenha sido definida. Adriana reforça que o objetivo principal é fortalecer a frente progressista no estado e ampliar a bancada aliada ao governo federal, aproveitando o momento de crescimento da aprovação de Lula.

Nos bastidores, no entanto, a leitura de analistas e de fontes próximas à política goiana sugere que essa aproximação pode ter camadas mais profundas. Existe a percepção de que Eliton estaria funcionando como um interlocutor para uma composição futura com Marconi Perillo (PSDB). O atual presidente do PSDB goiano busca fortalecer alternativas para sua candidatura em um cenário de fragmentação da oposição.

A viabilidade de uma chapa encabeçada por José Eliton ainda enfrenta questionamentos. Interlocutores apontam que, apesar do histórico administrativo, o ex-governador precisaria superar desafios de rejeição e estrutura partidária. Para setores da militância, o movimento serve como um teste para medir a aceitação de alianças pragmáticas que visem romper o atual domínio político no estado.

Resistência interna e o esvaziamento de eventos

O isolamento de Eliton ficou evidente em um episódio recente envolvendo a cúpula petista. Um jantar na residência do ex-governador foi organizado em novembro para reunir a base e os mandatários do partido, funcionando como o marco inicial do namoro político para sua pré-candidatura. No entanto, o evento foi marcado por ausências significativas.

Apesar dos esforços de Adriana em manter o diálogo vivo e classificar Eliton como um quadro democrata e colaborador, o episódio do jantar reflete a divisão na militância. Enquanto a liderança busca alternativas fora da caixa para enfrentar o governo estadual, a base demonstra cautela em abraçar um nome vindo historicamente do PSDB.

A situação coloca José Eliton em uma posição de incerteza quanto à sua filiação e ao papel que desempenhará no pleito de 2026. Sem o apoio orgânico dos quadros petistas, a estratégia de utilizá-lo como uma peça intermediária entre diferentes espectros políticos corre o risco de perder tração antes mesmo de ser formalizada.

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Crédito da Imagem: Redes Sociais

Redação GOYAZ

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