
Congresso Nacional brasileiro se divide após prisão de Maduro: o anúncio da captura de Nicolás Maduro e os ataques militares realizados pelos Estados Unidos na Venezuela provocaram uma imediata e intensa polarização entre os parlamentares no Congresso Nacional brasileiro neste sábado, dia 3 de janeiro de 2026. Enquanto membros da oposição celebraram a queda do regime venezuelano, congressistas da base aliada e de partidos de esquerda classificaram a ofensiva coordenada por Donald Trump como uma violação gravíssima da soberania internacional.
Congresso Nacional brasileiro se divide após prisão de Maduro
A operação de grande escala foi confirmada pelo próprio presidente Donald Trump em suas redes sociais, indicando que Maduro foi detido e removido do país sul-americano. No Brasil, o deputado Zucco, do PL de Rio Grande do Sul, descreveu o episódio como um momento histórico que encerra um ciclo de opressão, defendendo que a ação abre caminho para a reconstrução das instituições democráticas venezuelanas. No entanto, as manifestações oficiais das casas legislativas brasileiras ainda aguardam o desenrolar dos fatos, podendo ser acompanhadas nos portais da Câmara dos Deputados (https://www.camara.leg.br) e do Senado Federal (https://www12.senado.leg.br).
Em contraste, a liderança do PSOL na Câmara, representada pela deputada Talíria Petrone, condenou veementemente a incursão militar, definindo-a como um ataque inaceitável ao povo latino-americano. Essa visão foi compartilhada pela deputada Fernanda Melchionna, que alertou para o risco à vida de civis em Caracas e para o desrespeito ao direito internacional. O deputado Paulo Pimenta também se manifestou, associando a motivação dos Estados Unidos ao interesse pelo controle das reservas de petróleo e riquezas minerais da Venezuela.
Por outro lado, figuras como o senador Sergio Moro e o deputado Mauricio Marcon apoiaram a intervenção, argumentando que a saída de Maduro beneficia a estabilidade global. Moro afirmou que o fim da gestão de Maduro representa um ganho para o mundo, enquanto Marcon celebrou a interrupção do regime em vídeo publicado na manhã deste sábado. A legalidade e os limites de tais ações militares costumam ser debatidos sob a ótica da Carta das Nações Unidas, disponível para consulta no site oficial da ONU (https://www.un.org).
Enquanto o debate acirra os ânimos no parlamento brasileiro, a situação em território venezuelano permanece crítica, com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, prometendo resistência armada contra as forças estrangeiras. O governo venezuelano decretou estado de emergência e mobilizou seus planos de defesa civil e militar. A comunidade internacional aguarda agora a coletiva de imprensa agendada para as 13h no resort de Mar-a-Lago, onde novos detalhes sobre a custódia de Maduro e o destino político da região deverão ser revelados.
Crédito da Imagem: Arquivo/GDF