NotíciasPolítica

Oposição articula CPMI após denúncias de influenciadores sobre Banco Master

Deputado Carlos Jordy afirma que relatos configuram fato determinado para investigação

Oposição articula CPMI após denúncias de influenciadores sobre Banco Master: o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da oposição, afirmou que as denúncias de influenciadores digitais sobre ofertas para publicar conteúdos críticos à liquidação do Banco Master pelo Banco Central reforçam a viabilidade de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Segundo o parlamentar, o requerimento para a abertura da investigação já contabiliza 232 assinaturas, sendo 198 de deputados e 34 de senadores. O apoio expressivo indica a movimentação do bloco oposicionista para pautar o tema no Congresso Nacional.

Oposição articula CPMI após denúncias de influenciadores sobre Banco Master

Na avaliação de Jordy, os relatos de investidas de agências de comunicação contra a autarquia monetária configuram o fato determinado exigido pelo regimento interno da Câmara dos Deputados (https://www2.camara.leg.br/legin/fed/rescad/1989/resolucao-17-21-setembro-1989-320110-norma-pl.html) para a criação de CPIs. O deputado argumenta que a existência de um evento específico e concreto afasta o risco de rejeição do pedido pela cúpula do Legislativo. Ele defende que os influenciadores envolvidos sejam convocados a prestar depoimento para detalhar a origem das propostas e os termos dos contratos de sigilo oferecidos.

As denúncias partiram do vereador Rony Gabriel (PL-RS) e da jornalista Juliana Moreira Leite. Gabriel relatou ter sido procurado pela agência UNLTD Brasil para realizar gerenciamento de crise de um executivo, em uma operação denominada Projeto DV. O vereador associou a sigla ao empresário Daniel Vorcaro, acionista do Banco Master. De acordo com o relato, a proposta exigia a assinatura de um acordo de confidencialidade com previsão de multa de 800 mil reais em caso de vazamento de informações.

Juliana Moreira Leite afirmou ter recebido abordagem semelhante da empresa Portal Group BR. O objetivo seria a propagação de reportagens que sugerissem precipitação do Banco Central no processo de liquidação da instituição financeira. A narrativa buscava apoio em questionamentos feitos pelo Tribunal de Contas da União (https://portal.tcu.gov.br), que solicitou esclarecimentos ao Banco Central sobre os procedimentos adotados no caso. A jornalista declarou ter recusado a oferta por discordar da natureza da campanha.

A Federação Brasileira de Bancos (https://portal.febraban.org.br) confirmou ter identificado um volume atípico de menções à entidade e seus representantes no final de dezembro, associadas ao noticiário sobre a liquidação. A Febraban analisa se o movimento caracteriza um ataque coordenado, embora tenha registrado queda na frequência das publicações nos últimos dias. A entidade ressaltou que realiza monitoramentos apenas para consumo interno e não acompanha postagens direcionadas a outras autoridades ou instituições.

As empresas citadas negam irregularidades. A UNLTD Brasil declarou não possuir contrato com o Banco Master. O Portal Group BR informou atuar apenas na indicação de influenciadores para outras agências e negou que seus agenciados possuam vínculos relacionados ao escopo das denúncias. O Banco Central e o Banco Master não se manifestaram sobre o episódio. O avanço da CPMI depende agora da leitura do requerimento pela mesa diretora do Congresso Nacional para o início dos trabalhos investigativos.

Mais notícias

Crédito da Imagem: Divulgação

Redação GOYAZ

Redação Ligação Direta: 36024225 Redação Plantão Whatsapp: ( 62) 983035557
Botão Voltar ao topo