Auditoria identifica falta de R$ 1,5 milhão de unidades de medicamentos na capital
Relatório da Secretaria de Saúde embasa punições contra empresas que venceram certames

Auditoria identifica falta de R$ 1,5 milhão de unidades de medicamentos na capital: a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou a aplicação de sanções administrativas contra empresas fornecedoras que descumpriram contratos de entrega de medicamentos e insumos hospitalares. Ao todo, 29 empresas serão notificadas pelo atraso ou falta de entrega de aproximadamente 1,8 milhão de itens, medida que visa assegurar a regularidade do abastecimento na rede pública de saúde.
Auditoria identifica falta de R$ 1,5 milhão de unidades de medicamentos na capital
As sanções incluem desde advertências formais até restrições temporárias para participação em novas licitações, conforme prevê a Lei de Licitações e Contratos Administrativos. O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, informou que 20 empresas já receberam notificações e 15 multas foram publicadas no Diário Oficial do Município. As penalidades financeiras variam entre 10% e 30% do valor total dos produtos não entregues, incidindo diretamente sobre o montante contratual previsto.
Atualmente, a administração municipal registra um índice de 87% de regularidade no estoque da rede de saúde. O objetivo da Secretaria Municipal de Saúde é atingir a meta de 95% de abastecimento nos próximos 60 dias. Para alcançar esse patamar, a gestão investiu 45,2 milhões de reais na aquisição de 436 tipos de produtos, totalizando a distribuição de 17,7 milhões de unidades de medicamentos e 7,1 milhões de insumos médico-hospitalares.
A investigação interna da SMS identificou que o deficit de entrega soma 1.791.880 itens, divididos entre 1.564.700 medicamentos e 227.180 insumos. O secretário Pellizzer esclareceu que muitas empresas atuam apenas como revendedoras e enfrentam dificuldades logísticas junto à indústria farmacêutica. No entanto, o município não realiza pagamentos antecipados e exige que, em futuros editais, as empresas comprovem estoque mínimo de 50% dos itens ofertados.
As ações de controle na Política de saúde pública buscam evitar novas compras emergenciais, que costumam gerar custos elevados ao erário. O monitoramento rigoroso do cronograma de entrega é uma das prioridades para evitar a desassistência em Goiânia e nas demais Cidades que utilizam o sistema público de referência da capital. A gestão reforça que o cumprimento dos contratos é essencial para a manutenção dos serviços de média e alta complexidade.
Informações sobre a disponibilidade de medicamentos podem ser consultadas pela população nos canais de Notícias da prefeitura ou diretamente nas unidades de saúde. O governo de Goiás também mantém parcerias para o fornecimento de itens de alto custo, assegurando que o fluxo de distribuição em todo o estado de Goiás permaneça estável diante das flutuações do mercado fornecedor nacional.\
Crédito da Imagem: Secom