CPI do crime organizado agenda depoimentos de Ibaneis e Claudio Castro
Governadores do DF e RJ são convidados para prestar informações ao senado

CPI do crime organizado agenda depoimentos de Ibaneis e Claudio Castro: a CPI do Crime Organizado agendou para esta terça-feira (3) o depoimento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). O colegiado também programou para quarta-feira (4) a oitiva do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), com o objetivo de colher informações sobre as políticas de segurança pública e a atuação de facções criminosas nas respectivas unidades da federação.
CPI do crime organizado agenda depoimentos de Ibaneis e Claudio Castro
As convocações foram aprovadas em novembro, mas as oitivas sofreram adiamentos no final do ano passado. De acordo com a secretaria da comissão no Senado Federal, até a noite de segunda-feira (2) não houve confirmação oficial de comparecimento por parte dos chefes dos Executivos estaduais. Por se tratar de convite, a presença dos governadores não é obrigatória conforme o rito parlamentar.
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pretende questionar Ibaneis Rocha sobre a estrutura de inteligência no Distrito Federal e as relações institucionais do Banco de Brasília (BRB). O governador foi citado anteriormente em depoimento do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, a respeito de tratativas para uma possível aquisição da instituição financeira pelo banco estatal brasiliense.
No caso do Rio de Janeiro, o interesse do colegiado recai sobre as estratégias de combate ao Comando Vermelho e o monitoramento de áreas sob influência de milícias. A gestão de Claudio Castro realizou operações policiais recentes com elevado índice de letalidade, tema que deve ser abordado pelos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito. O relator busca mapear a cooperação interestadual e as dificuldades no enfrentamento a grupos armados.
A CPI do Crime Organizado também investiga mecanismos de lavagem de dinheiro e a suposta participação de escritórios de advocacia em esquemas financeiros. Parte dos integrantes do colegiado defende a aprovação de quebras de sigilo e novos pedidos de informação sobre o Banco Master. A oposição articula para que a investigação alcance possíveis ligações entre familiares de magistrados do Judiciário e a instituição financeira.
Instalada para apurar a evolução das organizações criminosas no território nacional, a comissão possui prazo de funcionamento até abril deste ano. O plano de trabalho elaborado pelo relator prevê a escuta de 22 autoridades, incluindo governadores e secretários de segurança pública. O cronograma visa consolidar um diagnóstico sobre a segurança pública e sugerir alterações legislativas para o setor até o encerramento do colegiado.