
MP-GO acusa grupo por esquema em contratações públicas em Rio Verde: o Ministério Público de Goiás (MPGO) apresentou no final da última semana a primeira denúncia da Operação Regra Três – Quarta Fase: Contrapartida, que investiga a atuação de um suposto esquema criminoso com possível participação de agentes públicos em Rio Verde. A acusação formaliza, pela primeira vez, o que vinha sendo apurado nos bastidores desde 2023.
Segundo o MP, os fatos denunciados envolvem crimes como organização criminosa, contratação direta ilegal, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e violação de sigilo funcional.
MP-GO acusa grupo por esquema em contratações públicas em Rio Verde
As condutas teriam ocorrido entre 2023 e 2024 e, de acordo com a investigação, indicam um modelo de contratação marcado por simulações e manobras para dar aparência de legalidade a atos suspeitos.
O Ministério Público afirma que a denúncia atual contempla apenas parte do material reunido até agora. Outros fatos sob investigação, especialmente os que envolvem contratos firmados no âmbito da Câmara Municipal de Rio Verde, podem resultar em novas acusações. Entre os possíveis crimes ainda sob análise estão peculato e lavagem de capitais.
A operação foi deflagrada em 5 de fevereiro pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da região Sul. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra agentes públicos ligados ao Legislativo municipal e outros investigados.
De acordo com as apurações, há indícios de fraudes em procedimentos de contratação pública, com uso de documentos supostamente forjados para sustentar processos direcionados. O MP sustenta que o grupo investigado teria atuado para favorecer interesses específicos e obter vantagens indevidas.
As medidas cautelares foram autorizadas pelo Judiciário com base na necessidade de preservar a ordem pública e evitar interferências na produção de provas. A avaliação é que o esquema, se confirmado, tinha potencial para comprometer a lisura de contratos e o funcionamento regular da administração pública.
Nos bastidores, a denúncia é vista como apenas o primeiro capítulo de uma investigação que ainda pode alcançar novos desdobramentos. Integrantes do sistema de Justiça admitem que o material apreendido na operação segue sob análise e pode ampliar o alcance das acusações nas próximas semanas.