Flávio Bolsonaro defende unidade da direita em ato na Paulista
Senador nega disputa interna e destaca alinhamento entre pré-candidatos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, no último domingo (1º), a união entre lideranças da direita durante ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. O parlamentar afirmou que a presença de governadores e pré-candidatos no mesmo palanque não representa disputa interna por votos, mas alinhamento político em torno de um projeto comum.
Durante o discurso, Flávio agradeceu publicamente aos governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), que participaram da manifestação. Segundo ele, a presença conjunta reforça a ideia de convergência entre diferentes nomes do campo conservador.
O senador destacou que o ato não teria caráter eleitoral imediato, apesar da presença de possíveis postulantes ao Palácio do Planalto. Para ele, a mobilização busca demonstrar unidade política e fortalecer pautas consideradas prioritárias pelo grupo.
Flávio também mencionou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que não compareceu ao evento, mas foi citado como aliado político. O parlamentar agradeceu o apoio e o classificou como parte de um projeto mais amplo de reorganização do campo conservador.
No mesmo ato, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou apoio ao senador e afirmou que há articulação em curso para fortalecer um grupo político competitivo. A fala indicou que lideranças já se movimentam nos bastidores para consolidar estratégias eleitorais.
A manifestação integrou a mobilização denominada “Acorda Brasil”, com atos registrados em diversas cidades ao longo do dia. O evento reuniu parlamentares, lideranças políticas e apoiadores identificados com pautas da direita.
Entre os principais discursos, predominaram críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). As falas também reforçaram a defesa de pautas como liberdade política e revisão de condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
Flávio adotou tom crítico ao governo federal ao citar temas econômicos e administrativos, buscando contrastar com a gestão anterior. O senador também fez acenos a públicos estratégicos, como mulheres, jovens e beneficiários de programas sociais.
Em relação ao STF, o parlamentar manteve discurso cauteloso, mas voltou a defender mecanismos institucionais de responsabilização em caso de descumprimento da lei por integrantes da Corte. A fala evitou confronto direto, mas manteve o viés crítico.
Ao final, Flávio mencionou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que mantém expectativa de participação política futura do pai. A declaração teve forte apelo simbólico e mobilizador entre os apoiadores presentes.