
O Tribunal de Contas do Estado de Goiás avançou no uso de inteligência artificial. O ecossistema IAGO passou a contar com nova ferramenta de classificação automática. A solução organiza itens decisórios contidos nos acórdãos. O objetivo é transformar texto jurídico em dados estruturados.
A funcionalidade foi desenvolvida pelo Serviço de Inteligência Artificial. A equipe integra a Diretoria de Tecnologia da Informação. O sistema identifica destinatários, prazos e valores. Também classifica multas, débitos e demais determinações.
A ferramenta converte conteúdo textual em informações organizadas. O processamento ocorre de forma automatizada. O ganho está na padronização dos dados. A medida fortalece a gestão da jurisprudência.
Segundo o diretor de TI, Licardino Siqueira Pires, a iniciativa representa salto tecnológico. Ele destacou impacto direto na organização das decisões. A inovação amplia capacidade de análise. O Tribunal passa a contar com base mais estruturada.
Os resultados estão disponíveis em painéis de Business Intelligence. O sistema permite filtros por tipo de decisão. É possível selecionar determinações e recomendações. Também há consulta a medidas cautelares e imputações de débito.
O processamento inicial alcançou 5.520 acórdãos. As decisões analisadas foram proferidas desde 2017. O sistema classificou 24.154 itens. Foram identificadas 133 categorias distintas.
A média registrada foi de 5,7 itens por acórdão. O volume evidencia complexidade das decisões. A classificação automatizada reduz erros manuais. O banco de dados torna-se mais consistente.
O desenvolvimento começou em maio do ano passado. A ideia surgiu após visita técnica ao TC-DF. A experiência serviu de referência para a equipe goiana. O projeto foi adaptado à realidade do TCE-GO.
A ferramenta foi apresentada às secretarias Geral e de Controle Externo. A reunião ocorreu em 12 de fevereiro. Servidores conheceram detalhes operacionais. O foco foi demonstrar aplicabilidade prática.
Os dados devem auxiliar no monitoramento de decisões. A ferramenta também apoia gestão de multas e débitos. O sistema permite acompanhamento mais ágil. A fiscalização ganha suporte tecnológico.
Os novos acórdãos também serão incorporados. Assim que publicados no Diário Eletrônico de Contas, eles serão processados automaticamente. A base será atualizada de forma contínua. O fluxo reduz retrabalho interno.
A inovação substitui a classificação manual. Servidores passam a atuar em validações mais complexas. A análise crítica permanece humana. A decisão final segue sob responsabilidade técnica.
O Tribunal aponta ganhos em transparência. A tecnologia amplia eficiência administrativa. O controle social também é fortalecido. A sociedade passa a ter acesso mais organizado às decisões.
Como próximos passos, a ferramenta será integrada a outros sistemas. A diretoria de TI já desenvolve novas soluções. Os projetos seguem planos diretores das secretarias. A meta é consolidar ambiente digital mais inteligente no TCE-GO.