Cidades

Acidente com equipe de vôlei de Goiás deixa 17 feridos no DF

Micro-ônibus perdeu controle após falha mecânica, segundo relatos iniciais

Um micro-ônibus escolar que transportava atletas de vôlei da cidade de Cidade Ocidental, em Goiás, se envolveu em um acidente na manhã de sábado (7) na Epia Sul, na altura da Candangolândia, no Distrito Federal. O veículo colidiu contra uma árvore e também atingiu uma estrutura de passarela após o motorista perder o controle da direção.

O grupo seguia para um torneio esportivo no Guará, região administrativa do Distrito Federal. No veículo estavam adolescentes atletas, professores e integrantes da equipe que participariam da competição.

Segundo informações iniciais repassadas por autoridades e testemunhas, o acidente teria sido provocado por uma falha mecânica. A barra de direção do micro-ônibus teria se quebrado durante o trajeto, o que fez com que o motorista perdesse o controle do veículo.

Após sair da trajetória normal da pista, o micro-ônibus colidiu primeiro contra uma árvore às margens da via. Em seguida, atingiu parte da estrutura de uma passarela localizada próxima ao local do acidente.

O impacto deixou 17 pessoas feridas. Entre as vítimas estão adolescentes que participavam da equipe de vôlei e alguns adultos que acompanhavam a delegação.

Equipes de resgate foram acionadas e prestaram atendimento no local. Parte das vítimas recebeu atendimento imediato ainda na pista, enquanto outras foram encaminhadas para unidades de saúde da região.

Apesar da gravidade do impacto e dos danos causados ao veículo, não houve registro de mortes. As vítimas apresentaram ferimentos considerados leves e moderados, segundo os primeiros relatos das equipes de socorro.

Testemunhas relataram que o micro-ônibus transportava mais passageiros do que a capacidade de assentos disponíveis. Algumas adolescentes estavam em pé ou sentadas no chão do corredor do veículo.

De acordo com relatos de passageiras, o excesso de ocupantes dificultou a movimentação dentro do micro-ônibus durante o trajeto. A situação também contribuiu para momentos de tensão após a colisão.

No momento do acidente, a porta do veículo travou. Passageiras também relataram a presença de fumaça dentro do micro-ônibus logo após a batida.

Diante do risco de incêndio ou explosão, o motorista e professores que acompanhavam a equipe iniciaram rapidamente a retirada das adolescentes. As jovens foram retiradas pelas janelas do veículo.

A ação improvisada ajudou a evitar que o pânico se espalhasse entre as passageiras. Em poucos minutos, todas foram retiradas do interior do micro-ônibus.

Entre os familiares que chegaram ao local após o acidente estava Lilian Amarílis, de 50 anos, mãe de uma das atletas. A filha dela, Júlia, de 13 anos, estava entre as adolescentes transportadas no veículo.

Lilian contou que havia sonhado com uma colisão na noite anterior ao acidente. Para ela, o fato de a filha não ter sofrido ferimentos graves foi interpretado como um sinal de proteção.

“Pode ter sido Deus já dando livramento”, afirmou ao reencontrar a filha após o acidente.

A mãe relatou que recebeu a notícia da colisão por volta das 8h da manhã. O primeiro momento, segundo ela, foi de choque e preocupação com a situação da filha.

“O corpo todo entra em choque. A gente entra em ansiedade porque fica sem saber o que fazer”, afirmou.

Ao chegar ao local do acidente, Lilian se deparou com a dimensão dos danos provocados pela batida. O micro-ônibus apresentava destruição significativa na parte frontal e lateral.

Segundo ela, quem observa o estado do veículo imagina inicialmente que o acidente poderia ter provocado vítimas fatais.

“Quem olha pensa que teve até morte”, disse.

As circunstâncias do acidente ainda devem ser apuradas pelas autoridades responsáveis. Entre os pontos que devem ser investigados estão a falha mecânica relatada e as condições de transporte do grupo de atletas.

Redação GOYAZ

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