Política

Simone Tebet confirma candidatura ao Senado por São Paulo

A ministra anunciou a intenção durante evento de planejamento e afirmou ter sido convidada pelo presidente a considerar a candidatura, decisão comunicada após conversa com a mãe na quarta-feira (11).

A ministra do Planejamento Simone Tebet anunciou a intenção de disputar uma cadeira no Senado representando o estado de São Paulo nas eleições deste ano. A declaração ocorreu durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento realizado em Mato Grosso do Sul na quinta-feira (12), segundo relato à imprensa presente no evento.

Tebet afirmou que São Paulo foi onde registrou mais votos na eleição presidencial anterior, oferecendo mais de um terço do eleitorado que a apoiou naquela disputa. Ela disse que o eleitorado paulista reconhece sua proposta de centro, combinando posição progressista em temas de costumes com orientação liberal na agenda econômica, segundo suas palavras.

A ministra relatou que teve um encontro informal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no final de janeiro, quando foi convidada a refletir sobre a hipótese de disputar o Senado. Naquele encontro, segundo ela, o pedido foi formulado de maneira direta pelo chefe do Executivo, que teria sugerido a mudança de projeto político com vistas às eleições federais deste ano.

Tebet afirmou que sua decisão dependia de uma conversa com a mãe e que procurou essa autorização familiar antes de anunciar qualquer mudança de trajetória política, conforme explicou à reportagem. A resolução de se candidatar foi tomada após o diálogo familiar ocorrido na quarta-feira (11), afirmou ela, e foi justificada pela percepção de urgência nas demandas de desenvolvimento do país nos próximos anos.

A ministra declarou que existem prioridades estruturais para o país e que a agenda de desenvolvimento exige medidas imediatas para evitar retrocessos e para acelerar investimentos em infraestrutura e políticas sociais. Para Tebet, os próximos oito anos serão decisivos para o progresso nacional, razão pela qual ela considera fundamental a participação institucional no Parlamento federal para acompanhar e votar projetos estratégicos.

No fim de janeiro a ministra havia informado que deixaria o comando da pasta do Planejamento até segunda-feira (30), prazo alinhado com o calendário eleitoral e com a estratégia de transição administrativa. Fontes próximas ao governo estimam que cerca de 20 ministros devem se afastar até abril para concorrer a cargos eletivos, medida que requer rearranjos internos para assegurar continuidade das políticas públicas.

A tendência apontada por interlocutores é a elevação de secretários-executivos ao posto de ministro para manter o funcionamento das pastas enquanto titulares se afastam para a campanha eleitoral. A legislação estabelece que ocupantes de cargos no primeiro escalão devem se licenciar seis meses antes do pleito para disputar vagas de senador, deputado federal ou governador, regra que orienta as decisões de saída.

A ministra disse que a eventual candidatura ao Senado por São Paulo visa contribuir para a implementação de reformas estruturais e para a articulação de políticas capazes de acelerar o crescimento nacional. Analistas consultados por sua equipe avaliam que a mudança de cargo terá impacto no mapa político estadual e no equilíbrio das forças no Senado durante a próxima legislatura, o que pode alterar projetos e pautas.

Redação GOYAZ

Redação Ligação Direta: 36024225 Redação Plantão Whatsapp: ( 62) 983035557
Botão Voltar ao topo