Explosões em Teerã próximas à marcha do Dia de Al Quds
Explosões foram registradas no centro da capital durante a marcha de apoio à Palestina na sexta-feira (13) e autoridades abriram investigação sobre a origem dos ataques.

Explosões foram ouvidas no centro de Teerã nas proximidades da grande manifestação do Dia de Al Quds registrada na sexta-feira (13), segundo relatos oficiais e imagens divulgadas. Fotos e vídeos mostram multidão reunida em apoio à causa palestina enquanto fumaça é vista se espalhando nas imediações do percurso da marcha e gerando interrupções no tráfego local.
A agência estatal Tasnim informou que as explosões ocorreram próximas ao local de concentração e divulgou imagens que mostram pessoas cantando e a fumaça se espalhando pelas ruas centrais. Autoridades locais ainda não confirmaram oficialmente a origem dos artefatos explosivos e equipes de emergência foram acionadas para avaliar danos e prestar atendimento aos feridos no local dos acontecimentos.
Analistas e comunicados oficiais indicam que o Oriente Médio vive escalada de ataques e retaliações desde 28 de fevereiro, quando uma ação coordenada atingiu autoridades e alvos militares na região. Governo dos Estados Unidos e aliados informaram ter atacado instalações e embarcações iranianas enquanto Teerã relata operações contra interesses norte-americanos e israelenses em vários países do Golfo.
Organizações de direitos humanos que monitoram a situação no Irã relatam mais de 1.200 mortes de civis desde o início das hostilidades, número que não foi confirmado por fontes governamentais. A Casa Branca registrou publicamente ao menos sete óbitos de militares americanos relacionados a ataques atribuídos ao Irã, informação que reacende debates sobre riscos de ampliação do conflito.
O conflito também se estendeu ao Líbano após ações do Hezbollah contra Israel, e Israel respondeu com ataques aéreos a alvos declarados como posições do grupo no território libanês. Centenas de mortos foram registrados no Líbano em consequência das operações, segundo autoridades locais e organizações de saúde que atuam na região afetada pelos confrontos transfronteiriços.
Um conselho iraniano anunciou a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, movimento descrito por especialistas como continuação da linha política e de segurança anterior. Analistas que acompanham o regime avaliam que a mudança tem caráter de manutenção das estruturas existentes e não sinaliza, no curto prazo, reformas significativas na condução da política interna e externa do país.
O ex-presidente Donald Trump criticou a escolha e qualificou a decisão como um erro grave, afirmando que teria participação no processo e considerando a nomeação inadequada para liderar o Irã. Comentários de líderes estrangeiros e de antigos oficiais geram repercussões na arena diplomática e reforçam a pressão internacional sobre Teerã para que esclareça passos futuros nas políticas de segurança.
O ataque ocorrido nas imediações da marcha obrigou autoridades municipais a reforçar a segurança e a isolar trechos das vias, conforme relatos de operações de socorro e de controle do público. Fontes hospitalares informaram que feridos foram encaminhados para unidades próximas e que procedimentos emergenciais foram adotados para atendimento e triagem das vítimas atingidas nas áreas centrais.
Embaixadas e representantes internacionais emitiram comunicados pedindo calma e investigações independentes sobre as explosões, ao mesmo tempo em que apelam pela proteção de civis e pelo respeito ao direito de manifestação. Organizações multilaterais e grupos de monitoramento afirmaram que acompanharão o desenrolar dos fatos e solicitarão esclarecimentos às autoridades iranianas sobre as circunstâncias e responsabilidades relacionadas ao incidente.
As investigações sobre as causas das explosões seguem em curso e autoridades prometem divulgar resultados preliminares assim que perícias e levantamentos locais forem concluídos, segundo as fontes oficiais. O episódio ocorre em meio a um cenário regional de tensão que tem influenciado a dinâmica interna iraniana e aumentado a atenção internacional sobre manifestações e sobre segurança em centros urbanos.