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Bornhausen confirma decisão articulada com Kassab sobre Ratinho Júnior ao Planato

Plano do PSD inclui Caiado na corrida ao Senado para sustentar estratégia nacional

O ex-governador de Santa Catarina Jorge Bornhausen (PSD) mantém atuação relevante nos processos internos da legenda, apoiado na experiência acumulada ao longo de décadas de articulação institucional e construção de alianças políticas.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan News, na sexta-feira (13), Bornhausen afirmou:

“Quero dizer aqui que ontem, na minha conversa com o Kassab, ficou ajustado que no dia 25 de março será anunciado o nome do Ratinho. Eu faço parte da comissão de escolha e, evidentemente, respeitando os outros dois grandes governadores, eu optei pelo Ratinho. Acho que ele é centro-direita como eu, e acho que esse é o caminho que o eleitorado deseja.”

Sua identificação com o partido também está diretamente ligada à afinidade histórica com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, especialmente na condução de projetos de orientação de centro-direita e na tradição de formação de coalizões amplas e pragmáticas.

Nesse contexto, Bornhausen faz parte da comissão responsável pela definição do nome do partido que entrará na disputa ao Palácio do Planalto.

Nos bastidores políticos, a declaração foi interpretada como alinhamento interno em torno de um projeto nacional específico, antecipando movimentos que ainda eram tratados com cautela por diferentes correntes da legenda.

O impacto imediato foi sentido na reorganização de estratégias regionais e no reposicionamento de lideranças que aguardavam um gesto mais claro da cúpula partidária.

A relevância da fala ganha ainda mais peso pelo fato de Bornhausen ter afirmado que, em conversa direta com Kassab, ficou ajustada a decisão pela escolha de Ratinho Júnior como nome do partido para a disputa presidencial.

A manifestação pública nesse sentido tende a acelerar definições políticas, influenciar a formação de alianças e consolidar a percepção de que o PSD caminha para uma definição estratégica já encaminhada no cenário nacional.

Dentro dessa mesma lógica de montagem de palanques regionais, Kassab já deu sinais de que o governador Ronaldo Caiado deverá ser lançado ao Senado por Goiás, em movimento estratégico para fortalecer a presença da sigla na Casa Alta e estruturar um palanque competitivo no estado em apoio ao projeto presidencial de Ratinho Júnior.

Em fala recente à imprensa, Caiado também descartou a possibilidade de compor como vice na eventual chapa encabeçada pelo governador paranaense.

A eventual entrada de Caiado na disputa ao Senado tende a reconfigurar o cenário já desenhado para a corrida à Casa Alta em Goiás, onde nomes como a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o ex-ministro Alexandre Baldy (Progressistas) já são apontados como possíveis protagonistas, alterando o equilíbrio político e a composição de alianças previamente projetadas no estado.

Em meio a esse cenário, Gracinha declarou à imprensa ser contrária à formação de uma chapa pulverizada ao Senado, defendendo que o grupo governista concentre forças em apenas dois nomes competitivos para evitar dispersão de votos e aumentar as chances de vitória no pleito.

Com a possível entrada de Caiado na disputa, seriam, caso confirmadas todas as pré-candidaturas, quatro nomes ligados à base governista do vice-governador Daniel Vilela (MDB) na corrida ao Senado.

Essa nova configuração tende a gerar um cenário concreto de pulverização de votos, ampliando o risco de enfraquecimento coletivo do grupo político, em uma disputa na qual a divisão interna pode resultar em perdas estratégicas para todos os envolvidos.

Thales Bruno

Thales Bruno é jornalista com atuação em gestão de Órgãos Públicos e acontecimentos em Anápolis (GO)
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