Equador neitera bombardeio na Colômbia e diz agir em seu território
Noboa afirmou que ataques foram realizados dentro do Equador contra esconderijos de narcotráfico. A troca de acusações elevou medidas comerciais e cortes de fornecimento entre os dois países.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou nesta terça-feira (17) que as forças militares do país tenham efetuado bombardeios sobre território colombiano e classificou a acusação como infundada. Ele afirmou que as operações aéreas ocorreram exclusivamente em zonas internas equatorianas visando estruturas utilizadas por grupos narcotraficantes e que investigações internas serão realizadas para esclarecer os fatos.
Durante reunião ministerial na segunda-feira (16), o presidente colombiano afirmou que uma bomba supostamente lançada de um avião tinha sido localizada no interior de seu território e pediu apuração imediata. A declaração suscitou reação do governo equatoriano e acirrou o clima diplomático entre os dois países, levando autoridades a trocar informações e posicionamentos oficiais nas primeiras horas seguintes.
Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (17), Noboa reiterou que as ações militares foram efetuadas dentro do território equatoriano e que não houve ataque a áreas colombianas, segundo sua versão. O presidente também acusou o país vizinho de permitir a entrada de organizações criminosas por falhas de controle fronteiriço e afirmou que medidas próprias foram adotadas para enfrentar o narcotráfico na região.
A tensão diplomática escalou após o anúncio de uma taxa de segurança de 30% sobre produtos colombianos que passou a vigorar a partir de 1º de fevereiro. O governo equatoriano justificou a cobrança citando déficit comercial e suposta falta de cooperação no combate ao tráfico de drogas, alegações que a administração colombiana tem rejeitado nas declarações públicas.
Em reação, a Colômbia anunciou a suspensão das vendas de energia elétrica ao Equador e a adoção de uma tarifa de 30% sobre uma lista de 20 produtos originários do país vizinho. As medidas econômicas ampliaram o escopo do conflito bilateral e fizeram com que organismos regionais e parceiros comerciais acompanhassem os desdobramentos com pedidos de contenção e diálogo entre as partes.
Autoridades de ambos os governos declararam que vão abrir canais diplomáticos para troca de informações técnicas e que equipes serão designadas para investigar a origem das explosões e eventuais responsáveis. Organizações internacionais e países parceiros são citados como potenciais mediadores e colaboradores nas apurações, enquanto na cena local autoridades de segurança prometem manter operações para conter o fluxo de grupos armados.