
O engenheiro Luis Ernesto Morales, especialista em circuitos e responsável pela homologação de pistas na Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), esclareceu ao jornalistas Teo José da Band que as causas do alagamento registrado na entrada da curva zero, conhecida como curva da vitória, no Autódromo Internacional de Goiânia. Segundo Morales, o incidente foi pontual e decorreu de uma obstrução temporária no sistema de escoamento.
O acúmulo de água ocorreu durante uma forte chuva no final da tarde, enquanto equipes finalizavam a colocação de grama nas áreas de escape. O engenheiro explicou que parte do material foi depositada sobre os pontos de captação de água e que placas de publicidade também obstruíram os drenos. Sem tempo para concluir a limpeza antes do temporal, a drenagem ficou comprometida, gerando imagens que repercutiram internacionalmente.
A situação foi monitorada em tempo real pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM) por meio do centro de controle da prova. Após a diminuição da intensidade da chuva, as equipes realizaram a desobstrução manual dos pontos de escoamento. Cerca de 30 minutos após a intervenção, a pista já não apresentava pontos de acúmulo, garantindo a continuidade das atividades programadas.
O episódio levanta um alerta sobre a coordenação final de grandes reformas, onde detalhes operacionais, como a posição de materiais de jardinagem e placas publicitárias, podem comprometer a imagem de uma estrutura que segue rigorosos padrões internacionais. A rápida resolução, no entanto, reforça a eficiência do projeto de drenagem quando livre de obstáculos físicos externos.
O sistema de escoamento do autódromo passou por modernizações recentes para suportar o volume de chuvas característico da região. Morales destacou que a estrutura está plenamente funcional e que a homologação para eventos nacionais e internacionais permanece garantida, uma vez que o problema não foi estrutural, mas sim causado por resíduos temporários da obra em execução.