Fachin articula rapidez no STF para decidir prisão de Vorcaro
O presidente do tribunal mobilizou ministros da Segunda Turma para reduzir o tempo de deliberação e evitar especulações enquanto a Corte analisava medidas relacionadas à prisão autorizada pelo relator.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, articulou com ministros da Segunda Turma para acelerar a definição sobre a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. Fontes próximas à atividade do tribunal relatam que a coordenação visou reduzir o período de especulação pública e mitigar desgaste institucional decorrente da controvérsia envolvendo a operação.
A articulação surtiu efeito e a Segunda Turma formou maioria para manter a prisão autorizada pelo relator no prazo de quarenta e sete minutos após o início da sessão. O resultado foi registrado durante a sessão em que três dos quatro ministros que participavam votaram na primeira hora enquanto um integrante se declarou suspeito.
O julgamento teve início na sexta-feira (13) da semana anterior e alcançou encaminhamento que só foi concluído na noite da sexta-feira (20) conforme registro do calendário do tribunal. Três ministros votaram nas primeiras sessenta minutos, com o relator proferindo voto às 11h e outro ministro acompanhando o posicionamento nove minutos depois.
O primeiro voto foi do relator responsável pela autorização da operação que resultou na prisão do responsável pelo banco investigado e o seguimento da votação foi confirmado com nova adesão. A maioria foi atingida às 11h47 quando outro ministro registrou seu voto, ficando pendente apenas a manifestação de um dos integrantes da turma.
Depois que a maioria foi alcançada, os ministros que votaram a favor telefonaram ao presidente do Supremo para informar o desfecho e confirmar o encaminhamento adotado pelo colegiado. A medida visou encerrar incertezas e reduzir possíveis repercussões na rotina institucional enquanto o plenário tratava de providências relacionadas à execução da decisão.
Um dos ministros que poderia participar da análise declarou suspeição e não integrou o julgamento, conforme registro de impedimentos adotado nos autos do processo. O procedimento adotado pelo presidente do tribunal constituiu uma tentativa de gestão do calendário judicial diante da sensibilidade política e do interesse público relacionados ao caso do banco.