Celebridade

Ator Juca de Oliveira morre aos 91 anos e deixa legado na novela

O ator morreu no sábado (21) após internação por pneumonia e problemas cardíacos e deixou carreira de seis décadas marcada por personagens centrais em telenovelas brasileiras.

O ator Juca de Oliveira morreu no sábado (21) em decorrência de pneumonia associada a um problema cardiológico, segundo comunicado oficial do hospital onde estava internado. Ele tinha 91 anos e estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde a sexta-feira (13), quando deu entrada com quadro de infecção respiratória que evoluiu desfavoravelmente.

Presente na televisão brasileira desde 1964, sua trajetória passou pela TV Tupi e pela principal emissora comercial do país, consolidando-se como presença recorrente em produções de teledramaturgia. Ao longo de mais de seis décadas atuou em dezenas de novelas e minisséries e incorporou personagens que dialogaram com públicos de diferentes gerações nas emissoras onde trabalhou.

No início do século Juca de Oliveira interpretou o médico Albieri na novela que abordou clonagem humana e debates éticos amplificados pela trama, tornando o papel central para a história. O personagem realiza o procedimento de clonagem após a morte de um jovem personagem e enfrenta críticas internas e dilemas morais que impulsionaram conflitos entre outros protagonistas.

Na novela exibida em 2012 interpretou Santiago, personagem inicialmente apresentado como senhor viúvo e artesão que mantinha vínculos familiares com personagens centrais da trama. Ao longo da narrativa sua figura ganhou contornos mais sombrios com envolvimento em eventos trágicos, contribuindo para a reviravolta que alterou o destino de outros personagens.

Em 1976 viveu João Gibão na novela que misturava realismo fantástico e crítica social, personagem conhecido por dons de premonição e comportamento sensível em relação à comunidade. A simbologia do personagem culmina na cena em que revela asas ocultas sob o gibão e decola, sequência que se tornou referência na história da teledramaturgia brasileira.

Na produção de 1969 interpretou Nino, imigrante italiano adolescente que chega a São Paulo, luta para estabelecer uma mercearia no bairro do Bexiga e enfrenta dificuldades iniciais. A trajetória inclui amores não correspondidos e um casamento ao final da narrativa, elementos que contribuíram para a identificação do público com a personagem e a época.

Em 1993 deu vida ao Professor Praxedes, editor-chefe de jornal em cidade fictícia, personagem culto e conservador que exercia influência sobre debates locais por meio da imprensa. A caracterização incluiu um tom de superioridade e um jeito verboso que serviu tanto para críticas sociais na trama quanto para a construção do antagonismo entre os personagens.

Redação GOYAZ

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