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Japão considera enviar forças para desminagem no Estreito de Ormuz

Motegi afirmou que a desminagem seria avaliada apenas se um cessar de fogo fosse estabelecido e que qualquer envio depende de análise jurídica e política.

O governo japonês informou que considera a possibilidade de empregar capacidades de desminagem no Estreito de Ormuz caso seja firmado um cessar de fogo no conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores Toshimitsu Motegi em entrevista transmitida no domingo (22) e tratou de cenários hipotéticos para atuação fora do território nacional.

A Constituição pacifista do pós guerra limita ações militares e a legislação de 2015 estabelece condições para o emprego das Forças de Autodefesa em missões no exterior quando a sobrevivência do Japão esteja em risco. Autoridades japonesas ressaltam que qualquer envio dependeria de avaliação jurídica e política que considere a inexistência de alternativas e a proporcionalidade dos meios empregados para remover fontes de risco à navegação.

O Estreito de Ormuz é via estratégica por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo e fornece aproximadamente 90% do petróleo importado pelo Japão, segundo dados oficiais. A interrupção parcial decidida pelo Irã na guerra elevou preços globais e levou governos, inclusive o japonês, a liberar reservas estratégicas para mitigar impactos no fornecimento e na inflação doméstica.

Motegi mencionou conversas com o vice chanceler iraniano Abbas Araqchi sobre a possibilidade de facilitar a passagem de navios ligados ao Japão, e a interlocução ocorreu na sexta-feira (20) com troca de entendimentos. O governo japonês afirmou não ter planos imediatos para acordos que permitam a entrada de embarcações retidas, e mantém esforço diplomático para restaurar condições seguras de navegação no estreito.

O presidente dos Estados Unidos se encontrou na quinta-feira (19) com a primeira ministra japonesa Sanae Takaichi para solicitar maior participação de aliados na segurança marítima e na reabertura do Estreito de Ormuz. Após a reunião, Takaichi informou que detalhou os tipos de apoio possíveis e os limites impostos pela legislação doméstica, e reafirmou que decisões sobre envio de meios seguem avaliação jurídica e política.

Redação GOYAZ

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