Tarcísio pede prisão domiciliar para Bolsonaro em nome da justiça
O governador usou mensagem sobre o aniversário para solicitar ao Judiciário a substituição da custódia por esquema domiciliar sob alegação de razões médicas e jurídicas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, solicitou neste sábado (21) que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra a prisão em regime domiciliar por motivos humanitários. Na declaração pública ele caracterizou o pleito como uma demanda de justiça e pediu a transferência da custódia policial para acompanhamento domiciliar sob cuidados médicos.
O ex-presidente encontra-se internado no Hospital DF Star, em Brasília, em unidade de terapia intensiva após quadro de pneumonia bacteriana por broncoaspiração identificado nas últimas semanas. Segundo boletim médico divulgado pela equipe responsável a evolução clínica é considerada favorável, ele recebe suporte intensivo e ainda não há definição sobre data de alta hospitalar.
Em publicação nas redes sociais para marcar o aniversário do ex-presidente o governador destacou valores atribuídos ao político como família, liberdade, fé e patriotismo, e ofereceu votos de recuperação. Ele endossou solidariedade nacional e afirmou que suas preces acompanham o paciente, além de sublinhar que muitos brasileiros aguardam o retorno do ex-presidente ao convívio familiar e social.
Ao justificar o pedido o governador afirmou que a medida não se trata apenas de apelo humanitário, mas de correção processual e de reconhecimento de direitos civis aplicáveis ao caso. Ele destacou que se soma a milhões de cidadãos que esperam a volta do ex-presidente para casa e pediu que o Judiciário reavalie a situação com base em elementos clínicos apresentados.
O ex-presidente está preso desde novembro do ano passado em processos que resultaram em ordem de detenção proferida por instância competente, conforme registros judiciais e medidas de segurança adotadas. A defesa vem apresentando pedidos aos tribunais competentes para revisão das condições de custódia e para concessão de tratamento domiciliar em razão do quadro clínico atual e de laudos médicos.
A manifestação pública do governador deverá compor o corpo de argumentos apresentados aos magistrados, ao mesmo tempo em que provoca reações políticas e debates sobre critérios de saúde e processo penal. Tribunais e autoridades responsáveis pela custódia ainda não divulgaram posicionamento formal sobre o pedido e devem analisar a documentação clínica antes de qualquer deliberação sobre modificação da prisão.