Cidades

Delegada colhe depoimento de amigo que encontrou Raiane Silva sem vida

Testemunha ouviu barulho de queda antes de encontrar vítima ensanguentada

Um amigo de Raiane Maria Silva Santos, de 21 anos, prestou depoimento à Polícia Civil detalhando os momentos que antecederam a localização do corpo da jovem em um condomínio no Residencial Eldorado, em Goiânia.

A testemunha, que dividia o apartamento com a vítima e o suspeito há cerca de duas semanas, afirmou que ouviu o início da discussão, mas não interveio por acreditar que se tratava de um desentendimento rotineiro entre o casal.

Segundo o relato apresentado à delegada responsável pelo caso, as brigas entre Raiane e André Lucas da Silva Ribeiro eram constantes desde que o grupo se mudou de Minas Gerais para a capital goiana. No entanto, o amigo ressaltou que, embora as discussões verbais fossem frequentes, não havia registro anterior de agressões físicas graves entre os dois na presença dele.

A situação mudou drasticamente na última sexta-feira, 20 de março de 2026, quando a testemunha ouviu um barulho de queda vindo de um dos cômodos. Ao verificar o que havia ocorrido, encontrou Raiane caída e desacordada, com uma mancha de sangue na região do peito. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima já não apresentava sinais vitais quando o socorro chegou ao local.

André Lucas da Silva Ribeiro foi preso em flagrante pela Polícia Militar e confessou a autoria do crime. Em um vídeo gravado pelo próprio suspeito e enviado à sua mãe, ele afirma que não suportava mais o relacionamento e comunica a intenção de se entregar às autoridades. A motivação do crime, de acordo com as investigações preliminares, estaria ligada a uma crise de ciúmes durante a discussão.

O caso agora segue sob segredo de Justiça, o que limita o acesso a novos detalhes sobre o andamento processual da prisão do investigado. A Defensoria Pública de Goiás, que representou André na audiência de custódia, informou que cumpre seu dever constitucional, mas optou por não emitir comentários sobre o mérito da defesa neste estágio. A Polícia Civil aguarda laudos periciais para concluir o inquérito de feminicídio.

A análise técnica do local do crime e o depoimento da testemunha ocular são peças fundamentais para reconstruir a cronologia dos fatos. A delegada enfatiza que a percepção de normalidade em discussões domésticas por parte de terceiros é um ponto comum em casos que escalam para a violência letal. O condomínio, até então considerado tranquilo pelos moradores, tornou-se palco de uma investigação que mobiliza a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios.

O histórico do casal em Minas Gerais também será alvo de verificação para identificar se já existiam medidas protetivas ou ocorrências anteriores de violência doméstica. Amigos e familiares da vítima devem ser ouvidos nos próximos dias para traçar o perfil do relacionamento. A polícia busca entender se a mudança para Goiânia teria acentuado os conflitos entre o casal ou se o isolamento em uma nova cidade contribuiu para o desfecho trágico da ocorrência no setor Eldorado.

Redação GOYAZ

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