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Queima do Alho leva tradição tropeira à Sociedade Goiana de Pecuária neste sábado

Evento reúne 12 comitivas, shows sertanejos e expectativa de 3 mil pessoas em Goiânia

A tradição das antigas comitivas volta ao centro da cena cultural de Goiânia neste sábado, com a realização da Queima do Alho – Tradição dos Tropeiros. O evento ocupa o parque da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura, das 11h às 17h, com entrada gratuita mediante pagamento de acesso ao parque.

A expectativa da organização é reunir cerca de 3 mil pessoas ao longo do dia. O público encontrará uma programação que combina preparo de comida típica, apresentações musicais e manifestações ligadas ao universo sertanejo.

O eixo central da festa é a culinária feita no fogo de chão, conduzida por 12 comitivas convidadas. As equipes cozinham ao vivo em panelas de ferro e reproduzem técnicas associadas às viagens de tropeiros que cruzavam o interior do Brasil transportando gado e mercadorias.

Arroz carreteiro, feijão gordo, carnes e paçoca de pilão compõem o cardápio tradicional, elaborado com ingredientes simples e preparo coletivo. A proposta é permitir que o público acompanhe desde o acendimento do fogo até a finalização dos pratos, além de participar da degustação.

A Queima do Alho tem origem nas paradas feitas pelas comitivas durante longos deslocamentos pelo Centro Oeste e Sudeste. A necessidade de refeições substanciosas e de fácil preparo consolidou práticas culinárias que, ao longo do tempo, se transformaram em símbolo cultural, especialmente em estados de forte herança agropecuária como Goiás.

Ao trazer esse costume para um espaço urbano, o evento reforça a conexão entre a capital e o imaginário rural que marca a formação econômica e social do estado. A presença de berranteiros e demonstrações associadas à montaria amplia essa ambientação e resgata elementos que atravessam gerações.

No palco, as duplas Divino e Donizete e Fernando e Alessandro apresentam repertório ligado ao sertanejo tradicional. A trilha sonora dialoga com o perfil do encontro e contribui para criar uma atmosfera que remete às festas de interior e às exposições agropecuárias.

Durante a programação, as comitivas serão avaliadas e poderão receber fivelas de alpaca como reconhecimento pela fidelidade às técnicas e à apresentação. A premiação funciona como incentivo à preservação de saberes transmitidos de forma oral e prática entre cozinheiros e integrantes das tropas.

A estrutura do evento prevê recursos de acessibilidade, com intérpretes de Libras e adaptações no espaço físico. A medida busca ampliar o alcance da iniciativa e integrar diferentes públicos a uma manifestação que combina gastronomia, música e memória coletiva.

Em um calendário que se intensifica com feiras e festivais no primeiro semestre, a Queima do Alho se insere como uma celebração da identidade regional. Ao aproximar moradores da capital de práticas associadas ao campo, o encontro reafirma a força da cultura sertaneja no cotidiano goiano e mantém viva uma tradição que ultrapassa o caráter festivo para se afirmar como patrimônio simbólico.

Redação GOYAZ

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