Taxa de desaprovação de Lula alcança maior nível em dois anos
Pesquisa nacional registra 61% de desaprovação pessoal e mostra queda da aprovação do presidente em comparação com dados iniciais da série.

Levantamento divulgado nesta quarta-feira (25) aponta que 61% dos eleitores desaprovam o desempenho pessoal do presidente, percentual que representa seu maior patamar em dois anos. A pesquisa considera como início da série março de 2024 e aplica perguntas separadas sobre avaliação pessoal do chefe do Executivo e sobre a avaliação do governo.
Dois anos antes, o índice de desaprovação registrado era de 50%, o que indica acréscimo de 11 pontos percentuais no intervalo considerado pela série. Ao mesmo tempo, a parcela de eleitores que aprovam o presidente caiu para 31%, enquanto 8% disseram não saber ou não opinar sobre a gestão pública.
A avaliação do governo apresenta índices distintos, com 57% dos entrevistados reprovando a gestão federal e 37% manifestando aprovação explícita perante as políticas adotadas. Outros 6% dos participantes da pesquisa declararam não saber ou não responderam à pergunta sobre o desempenho do governo no período consultado.
O levantamento entrevistou 2.500 eleitores por telefone entre sábado (21) e segunda-feira (23) com amplitude nacional e amostragem distribuída por setores demográficos e regionais. A margem de erro informada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos com nível de confiança de 95% conforme os procedimentos estatísticos adotados pelo instituto.
Embora o país esteja em ano eleitoral, o levantamento não possui registro no Tribunal Superior Eleitoral por não configurar pesquisa de intenção de voto, segundo o próprio instituto responsável. A ausência de registro reflete a natureza do questionamento aplicado, que focaliza avaliações de desempenho e não mensura preferências de candidaturas ou cenários eleitorais.
O resultado atual contrasta com a série de 2024, quando 39% dos entrevistados declararam aprovação pessoal do presidente, percentual que agora se mostra oito pontos percentuais inferior. Analistas consideram que variações desse tipo podem refletir conjunturas econômicas e percepções sobre políticas públicas implementadas ao longo dos últimos meses.
A elevação da desaprovação pessoal do presidente em comparação à avaliação do governo levanta questionamentos sobre a separação entre percepção individual e avaliação das ações administrativas. Em ambiente eleitoral, mudanças nas avaliações de desempenho pessoal podem influenciar o debate público e orientar estratégias de comunicação e políticas por parte das lideranças e partidos.
O instituto ressalta que variações estatísticas individuais devem ser interpretadas com cautela diante das margens de erro e das características amostrais, que podem amplificar oscilações pontuais. Pesquisas desse tipo oferecem recorte temporal sobre opiniões dos eleitores e não necessariamente antecipam comportamento de voto nem definem trajetórias políticas futuras com precisão.
O instituto disponibiliza detalhes metodológicos e planilhas que sustentam o levantamento para consulta pública, incluindo critérios de amostragem e procedimentos de ponderação empregados na tabulação dos resultados. A divulgação dos números nesta quarta-feira (25) servirá de referência para analistas e partidos em avaliações preliminares da conjuntura política nacional antes das próximas etapas do calendário eleitoral.