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Irã rejeita cessar fogo e afasta negociação formal com Estados Unidos

Fonte diplomática afirma que Teerã prioriza alcançar metas estratégicas antes de aceitar qualquer trégua e considera ilógica a abertura de negociações formais com Washington

A agência semioficial Fars informou que autoridades iranianas rejeitam proposta de cessar fogo e não veem lógica em iniciar negociações formais com representantes americanos. A declaração foi atribuída a uma fonte com acesso às conversas diplomáticas e indica prioridade na obtenção de objetivos estratégicos antes de qualquer acomodação no terreno.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira que Washington e Teerã desejam chegar a um acordo e que emissários americanos participaram de conversas preliminares. Trump não detalhou os interlocutores iranianos nem divulgou o conteúdo das tratativas mas afirmou que as negociações foram iniciadas por iniciativa do lado iraniano, segundo seu relato.

Autoridades regionais relataram que os Estados Unidos transmitiram ao Irã, por meio do Paquistão, uma proposta estruturada em quinze pontos com condições de segurança e políticas. Entre os itens estão limites às capacidades militares iranianas, cessação de apoio a milícias aliadas e o reconhecimento explícito do direito de Israel de existir no cenário regional.

O confronto regional intensificou-se a partir do sábado (28) de fevereiro com ações que, segundo fontes dos Estados Unidos, resultaram na morte de lideranças iranianas e em danos a infraestrutura militar do país. Em resposta, o Irã conduziu ataques contra alvos ligados aos interesses norte-americanos e israelenses em vários países do Oriente Médio, conforme comunicados oficiais do governo iraniano.

Relatos de organizações independentes apontam para mais de mil duzentas mortes de civis no Irã desde o início das hostilidades, enquanto os Estados Unidos registraram perdas militares atribuídas a ataques iranianos. O cenário se ampliou para o Líbano após ações do Hezbollah que atingiram território israelense, e desde então houve ofensivas aéreas israelenses contra alvos atribuídos ao grupo libanês.

Com perdas na cúpula do regime, um conselho iraniano elegeu Mojtaba Khamenei como líder supremo, decisão que analistas interpretam como reforço da continuidade política e da repressão. A escolha provocou críticas externas e recebeu comentários do presidente dos Estados Unidos, que qualificou o processo como erro significativo e ressaltou a exigência de participação norte-americana em eventuais tratativas.

Redação GOYAZ

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