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Guerra entre Estados Unidos e Irã valida arsenal nuclear da Coreia do Norte

Em discurso à Assembleia Popular Suprema na terça-feira (24) líder norte-coreano afirmou que o confronto confirma a decisão de manter armas nucleares e condicionou diálogo ao reconhecimento desse status

O líder norte-coreano Kim Jong-un declarou que o conflito entre Estados Unidos e Irã demonstra a validade da decisão de manter o arsenal nuclear como garantia de segurança nacional. No discurso dirigido à Assembleia Popular Suprema na terça-feira (24) ele acusou Washington de promover atos que classificou como terrorismo estatal e agressão contra Estados soberanos.

Segundo Kim a conjuntura atual confirma que a Coreia do Norte teve razão ao recusar pressões e iniciativas diplomáticas norte-americanas destinadas a forçar a renúncia de suas armas nucleares. Ele afirmou ainda que o status nuclear do país se tornou irreversível e que qualquer negociação futura deverá partir do reconhecimento dessa condição como ponto de partida inegociável.

O governo dos Estados Unidos já qualificou o Irã como uma ameaça iminente segundo líderes norte-americanos que também afirmaram ter neutralizado capacidades militares adversárias em comunicações públicas recentes. Para a liderança em Pyongyang o conflito reforça a tese de longa data sobre a vulnerabilidade de Estados sem armas nucleares perante o poderio militar americano e a capacidade dissuasória de quem as possui.

O momento político tem sido observado por interlocutores internacionais após sinais do presidente Donald Trump de abertura para retomar negociações bilaterais com Pyongyang e reativar canais diplomáticos que entraram em colapso em 2019. No início deste mês o primeiro-ministro da Coreia do Sul foi a Washington para encontro não programado no Salão Oval centrado na retomada da diplomacia coordenação de políticas e na resposta ao desenvolvimento nuclear norte-coreano.

As falas recentes de Kim indicam que futuros encontros com os Estados Unidos teriam objetivos distintos das cúpulas anteriores que priorizaram a desnuclearização como tema central das negociações. O líder afirmou disposição para retomar diálogo com Trump apenas mediante a aceitação pelos Estados Unidos do status nuclear da Coreia do Norte e o abandono da política que Pyongyang define como hostil.

Recentemente a Coreia do Norte divulgou testes militares que incluíram lançamentos de mísseis de cruzeiro desde um novo navio de combate além de disparos de foguetes que a mídia estatal qualificou como de capacidade nuclear. Analistas internacionais afirmam que as declarações e os testes elevam tensões regionais e complicam a retomada das negociações ao reforçar a exigência norte-coreana de reconhecimento formal de seu poder nuclear como condição para diálogo.

Redação GOYAZ

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