Política

CPMI do INSS planeja prorrogar por 30 dias se STF mantiver decisão

Plenário do Supremo julgará na quinta-feira (26) a validade da autorização que permitiria a extensão dos trabalhos por prazo adicional

Membros da cúpula da comissão parlamentar mista encarregada de investigar o INSS acertaram proposta para estender por trinta dias os trabalhos do colegiado caso o Supremo confirme a autorização originária. A decisão foi consolidada em reunião realizada na noite de quarta-feira (25) com presença do presidente da comissão e representantes de diferentes blocos partidários.

Parlamentares de oposição demonstraram apoio à extensão de prazo argumentando necessidade de aprofundar diligências e colher depoimentos essenciais para a instrução do relatório final. Lideranças do grupo que defende a prorrogação por trinta dias afirmaram que o tempo adicional permitirá investigar ramificações complexas envolvendo contratos e operações financeiras suspeitas.

Parlamentares alinhados ao governo iniciaram articulação para limitar o período de extensão a quinze dias por meio da coleta de assinaturas em requerimento formal apresentado ao presidente da comissão. A movimentação visa reduzir o prazo alegando urgência na conclusão dos trabalhos e custos operacionais relacionados às diligências adicionais que foram propostas por parte dos opositores.

O líder do partido que representa a base governista na Câmara apresentou contraproposta de trinta dias, alternativa que recebeu anuência durante a reunião entre as lideranças da comissão. O presidente da comissão aceitou a sugestão como fórmula de consenso diante do impasse entre os diferentes blocos e citou a necessidade de prosseguir com as investigações sem interrupções prolongadas.

Antes do acordo, o presidente da comissão havia defendido extensão de sessenta dias para permitir elaboração detalhada do relatório e aprofundamento das frentes de trabalho consideradas prioritárias pela equipe técnica. O magistrado que autorizou a prorrogação inicialmente autorizou prazo mais amplo mas a comissão optou por um meio termo compatível com a capacidade de produção e os calendários de oitivas já agendadas.

Os integrantes justificaram que o prazo reduzido permitiria foco nas frentes sensíveis apontadas pelas apurações, incluindo investigações sobre movimentações financeiras associadas a instituições bancárias alvo das diligências. Entre os pontos destacados estão a necessidade de colher documentos complementares e depoimentos de responsáveis por operações que teriam interligado contratos e repasses questionados pelos parlamentares.

A comissão pretende votar o requerimento formal de prorrogação na sessão ordinária marcada para quinta-feira (26) com previsão de deliberação sobre o prazo e sobre o rito de apresentação do relatório final. O julgamento no plenário do Supremo que decidirá sobre a validade da autorização que ampara a extensão terá efeito direto sobre a execução das diligências e sobre o calendário previsto pela comissão.

Fontes parlamentares informaram que a definição procurou evitar atritos que poderiam comprometer a continuidade das investigações e preservar o trabalho de equipes técnicas que atuam na instrução dos fatos sob apuração. A mesma fonte acrescentou que, apesar do acordo, o cenário político permanece volátil e novas negociações podem surgir conforme novas demandas de diligência sejam apresentadas ao colegiado.

Parlamentares destacados pela oposição avaliam que o prazo adicional será suficiente para consolidar provas e articular o relatório final, ao passo que a base governaista permanece atenta aos prazos regimentais e às pressões políticas. A expectativa agora é que a sessão de quinta-feira (26) defina tanto o tempo disponível para novas diligências quanto os próximos passos para a conclusão do trabalho legislativo sobre o tema em investigação.

Redação GOYAZ

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