Irã alerta que operação terrestre em Kharg teria alto custo militar
General iraniano afirma que qualquer ataque terrestre à ilha intensificaria confronto no Golfo e acarretaria custos humanos e logísticos significativos para as forças invasoras.

O comandante das forças terrestres do Irã afirmou nesta quinta-feira (26) que uma ofensiva terrestre seria mais perigosa e mais onerosa para as forças adversárias. A declaração foi divulgada por veículos locais e foi apresentada como resposta a informações sobre possíveis operações estrangeiras na pequena ilha de Kharg no nordeste do Golfo Pérsico.
O general afirmou que os movimentos nas fronteiras estão sendo acompanhados por unidades terrestres e que o Irã mantém prontidão para diferentes cenários de confronto. Ele destacou que as defesas locais foram reforçadas e que há vigilância permanente sobre pontos estratégicos do litoral, incluindo instalações e áreas de desembarque potenciais.
Órgãos de comunicação próximos às autoridades também relataram a mobilização de forças especiais e unidades de resistência com instruções para atacar alvos caso haja incursões estrangeiras. Fontes oficiais descreveram essas unidades como preparadas para operações de reação rápida e ações assimétricas destinadas a aumentar o custo material e humano de qualquer ocupação.
Fontes ligadas a relatórios de inteligência apontaram que a administração norte-americana tem considerado enviar tropas para tomar o controle da ilha de Kharg e pressionar pela reabertura do Estreito de Ormuz. Analistas militares consultados por meios de comunicação estrangeiros avaliaram que uma operação desse tipo envolveria riscos elevados e poderia resultar em número significativo de baixas entre as tropas invasoras.
Segundo relatos de inteligência, as autoridades iranianas têm instalado armadilhas e deslocado efetivos adicionais e sistemas de defesa antiaérea na ilha de Kharg em preparação para uma possível ação externa. Esses movimentos foram interpretados como preparativos destinados a dificultar quaisquer desembarques e a elevar os custos operacionais de uma intervenção militar direta na região costeira.
Militares e especialistas em defesa americanos consultados por veículos estrangeiros destacaram que uma ação terrestre em ilhas costeiras provavelmente geraria baixas elevadas e complexidade logística operacional substancial. Governos da região e organismos internacionais acompanham o aumento de tensões e fazem apelos por contenção para evitar uma escalada que poderia afetar o tráfego marítimo e a segurança energética.