CBF mantém critérios técnicos para convocação de Neymar e veta termo
Samir Xaud afirmou que a decisão sobre convocações cabe ao treinador e que a aptidão física será exigida, e confirmou veto ao uso do termo 'Brasa' no uniforme.
![O presidente da CBF, Samir Xuad, reforçou a postura de observação da entidade quanto à convocação (ou não) de Neymar para a Copa do Mundo.nO cartola, que está nos Estados Unidos com a delegação para o amistoso do Brasil contra a França, no Gillette Stadium, em Boston, repetiu a mensagem que tem sido passada pela comissão técnica nas coletivas: para ir à Copa, Neymar precisa estar bem fisicamente.nn"Vejo de forma tranquila [a ausência de Neymar]", disse, em entrevista ao SporTV. "A comissão e Ancelotti estão trabalhando, não só Neymar, mas todos os jogadores. Os melhores, os mais bem condicionados, vão", completou.nXaud reiterou que a decisão está totalmente nas mãos do técnico Carlo Ancelotti e sua comissão técnica. "Fica a critério do mister, já falei que ele tem 100% de autonomia, então a responsabilidade é dele."nNão vai ter "Brasa"nMais cedo, Xaud falou sobre a recente polêmica envolvendo o termo "Brasa" no uniforme principal da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026.nO debate ganhou força durante a semana, após Rachel Denti, designer da Nike, explicar o conceito por trás de algumas escolhas para o uniforme amarelo do Brasil, lançado oficialmente no dia 21 de março.nO uso do termo no meião do uniforme principal foi imediatamente rejeitado pela grande maioria dos torcedores na internet. Em entrevista à ESPN Brasil, nesta quinta-feira (26), Samir Xaud disse que foi pego de surpresa e explicou por que vetou o uso do termo uniforme de jogo.n"Mas de antemão, pelo respeito que eu tenho com a Seleção Brasileira não tem 'Brasa' no nosso uniforme principal. Isso foi feito em relação a Nike para essa campanha publicitária isoladamente, mas deixo claro que o nosso uniforme é o nosso manto e é o verde e o amarelo, sempre deixo claro isso e não vai ter essa questão de brasa. (...) Tranquilizar todo toda a nação brasileira, que isso não confere e não vai ter 'Brasa' no nosso uniforme."](https://goyaz.com.br/wp-content/uploads/2026/03/presidente-cbf-samir-xaud-780x470.jpg)
O presidente da CBF, Samir Xaud, reafirmou a postura institucional da entidade sobre a eventual convocação de Neymar para a Copa do Mundo, com foco exclusivo em critérios técnicos. A declaração foi feita durante deslocamento da delegação aos Estados Unidos para o amistoso com a seleção francesa no Gillette Stadium, em Boston, ocasião de observação direta do grupo.
A comissão técnica tem reforçado em coletivas que a condição física será requisito determinante para compor a lista final, sem favorecimento individual e com avaliação médica padronizada. O posicionamento oficial explicitou que apenas atletas em melhores condições de preparo entrarão no grupo, garantindo isonomia no processo de escolha até a convocação definitiva.
Em entrevista a veículo esportivo no local, Xaud afirmou encarar com tranquilidade eventual ausência de um jogador específico, ressaltando que a decisão decorre de critérios técnicos e médicos. O dirigente reiterou que o treinador Carlo Ancelotti e sua equipe detêm plena autonomia para definir a lista, atribuindo a eles a responsabilidade final sobre as convocações.
Xaud deixou claro que a prerrogativa de seleção é da comissão técnica e que a decisão definitiva cabe ao treinador sem interferência administrativa da confederação. Segundo ele, a atribuição formal garante transparência e distribuição de responsabilidades em eventos internacionais, com cronograma de avaliações e relatórios submetidos à direção esportiva.
O presidente também comentou a polêmica gerada pela inserção do termo ‘Brasa’ em peça promocional vinculada ao uniforme principal da seleção, afirmando surpresa diante da repercussão. Ele informou que vetou o uso da expressão no manto oficial e que orientou a manutenção das cores tradicionais, com medidas imediatas para evitar nova ocorrência semelhante.
A justificativa apresentada pela fabricante sobre a escolha foi exposta por uma das responsáveis pelo design da linha, a qual descreveu conceitos usados na campanha publicitária. O uniforme amarelo foi lançado oficialmente no sábado (21) com ampla divulgação, mas logo despertou reações negativas de parte da torcida nas redes sociais e em fóruns especializados.
A pressão pública levou a confederação a rever o uso do termo e a promover esclarecimentos sobre o caráter pontual da ação de marketing vinculada ao produto de exposição. Em entrevista à emissora esportiva na quinta-feira (26), Xaud disse ter sido surpreendido pelo episódio e justificou o veto em nome da preservação do símbolo nacional.
O dirigente acrescentou que não haverá a inserção do termo no uniforme de jogo principal da seleção e que toda a comunicação oficial seguirá padrões previamente aprovados pela confederação. A declaração teve objetivo explícito de tranquilizar a população e dirigentes regionais, reafirmando compromisso com as tradições cromáticas do país e com o uso responsável da marca.
No plano esportivo, a confederação detalhou a sequência de exames e avaliações físicas aplicadas aos atletas, com protocolos padronizados e prazos estabelecidos antes da entrega da lista final à FIFA. Fontes internas disseram que relatórios periódicos serão encaminhados à direção técnica para subsidiar decisões sobre convocados e reservas, com reuniões semanais para reavaliar condicionamento e lesões.
A seleção inicia fase de preparação para a Copa do Mundo de 2026 com calendário que inclui amistosos internacionais, períodos de observação e avaliações integradas entre o departamento médico e a comissão técnica. Xaud voltou a dizer que cabe ao treinador definir a relação final de atletas e que a confederação atuará em suporte logístico e administrativo, sem interferir nas escolhas técnicas.
O caso de Neymar, atualmente registrado pelo Santos, permanece sob observação constante da equipe médica e do departamento de desempenho, que monitoram evolução de condicionamento e eventuais riscos de recidiva. A posição oficial é que nenhum tratamento de exceção será adotado para garantir participação, sendo exigidos relatórios técnicos que atestem aptidão para competir em calendário de alto rendimento.
O episódio reforçou a necessidade de gestão de imagem por parte da confederação, que passará a adotar canais de comunicação mais diretos para expor decisões e esclarecer ações de marketing. Estão previstas reuniões entre área jurídica, departamento comercial e direção esportiva para estabelecer normas sobre uso de símbolos e aprovações prévias de campanhas relacionadas ao uniforme.
O amistoso contra a França serve como referência para observação de atletas e teste de protocolos de viagem, alimentação e recuperação, em ambiente similar ao que será exigido em torneios oficiais. A delegação permanecerá nos Estados Unidos por período determinado para avaliações e o relatório final do amistoso deverá integrar o processo decisório sobre convocações para a competição mundial.
A confederação reafirmou compromisso com transparência nas decisões esportivas e com deferência à história dos símbolos nacionais, vinculando escolha de uniformes a princípios institucionais e de respeito público. Nas próximas semanas serão divulgados documentos de orientação sobre procedimentos de convocação, calendário de observação e responsabilidades, mesmo com a definição final das listas ficando a cargo da comissão técnica.