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Abandono de animais dispara em dezembro, alerta protetora

Abandono de animais dispara em dezembro, alerta protetora. O aumento de cães e gatos deixados para trás no período de férias ficou evidente no caso da cadela Menina, resgatada em choque na véspera de Natal em Goiânia, há dois anos.

A ativista Juliana Morais, com mais de duas décadas dedicadas ao resgate de vítimas de maus-tratos, narra que a cadela corria entre carros no setor Pedro Ludovico quando foi avisada por moradores. Ferida e tremendo, a cadela precisou de dias de cuidados até voltar a reagir.

Arquivo Pessoal

Abandono de animais dispara em dezembro, alerta protetora

Ao localizar a antiga família, Juliana ouviu a confirmação de que haviam viajado e deixado o animal. A protetora explicou as penalidades previstas pela Lei de Crimes Ambientais e alertou sobre novas denúncias caso o abandono se repetisse. “O caso mostra como muitos ainda tratam cães e gatos como objetos descartáveis”, afirma.

Cenário crítico nas férias

Segundo a ativista, dezembro concentra picos de abandono motivados por viagens, mudanças ou simples conveniência. Ela destaca que, enquanto alguns animais são socorridos, milhares morrem nas ruas. Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) indicam que as denúncias de maus-tratos aumentam mais de 20% nesse período.

Juliana lembra a contradição entre o discurso de solidariedade típico do Natal e a prática de abandonar animais. “Não adianta falar de compaixão se, com os pets, somos perversos”, critica. Para reverter o quadro, ela defende ações coletivas: adoção responsável, apoio a campanhas de castração, oferta de lares temporários e doação de ração.

Abrigos lotados e responsabilidade compartilhada

A protetora também combate a ideia de que abrigos sejam solução definitiva. Lotados e sem recursos, esses locais dependem de doações e voluntários. “Nenhum animal pertence à rua; eles estão lá porque alguém abandonou”, reforça.

No Brasil, abandono é crime com pena de até cinco anos de prisão e multa. Mesmo assim, a falta de denúncias e de fiscalização facilita a impunidade. Especialistas recomendam registrar boletim de ocorrência e reunir provas para responsabilizar tutores negligentes.

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Crédito da imagem: IA

Redação GOYAZ

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