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Alcolumbre critica intransigência e pede diálogo no Senado

Alcolumbre critica intransigência e pede diálogo no Senado

Alcolumbre critica intransigência e pede diálogo no Senado ao abrir a sessão deliberativa desta terça-feira (19), reiterando que o país precisa deixar a rivalidade eleitoral de lado e priorizar agendas de interesse público.

Apelo por equilíbrio e responsabilidade

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que busca “a linha tênue do equilíbrio” para garantir espaço a todas as vozes, preservando o espírito democrático. Em seu pronunciamento, lamentou que a “constante rivalidade eleitoral” continue a dominar o debate nacional, mesmo após o término das eleições. “Que os embates fiquem para o ano da eleição”, pontuou.

Obstrução e impasse no plenário

Na semana anterior, os trabalhos foram retomados depois de dois dias de obstrução da oposição, contrária à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os oposicionistas também pressionam pela análise do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Alcolumbre reforçou que a Casa Alta deve concentrar-se em projetos que impactem diretamente a sociedade, deixando disputas eleitorais para o momento adequado. Segundo o senador, conversas com representantes de instituições democráticas, entidades civis, movimentos sociais e religiosos revelam “um sentimento generalizado de angústia” diante do clima político.

Reação ao radicalismo

Para o presidente do Senado, o radicalismo e as ofensas têm ultrapassado “os limites do que é coerente”. Ele questionou se “interessa a alguém termos um país dividido”. O discurso ecoa preocupações semelhantes manifestadas por líderes de diferentes esferas, inclusive em notas recentes do Portal do Senado Federal, que defendem a pacificação institucional.

Alcolumbre reiterou que continuará dialogando com todas as correntes políticas em busca de consenso. Para ele, somente a cooperação permitirá avançar em temas urgentes, como reformas econômicas e programas sociais.

O cenário descrito pelo senador reforça a necessidade de pactos mínimos para destravar votações essenciais. Em meio a pressões da oposição e cobranças de setores da base governista, a expectativa é que a pauta volte a avançar nas próximas semanas.

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Redação GOYAZ

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