Fim do ano legislativo define agenda fiscal de Goiânia para 2026
Tributo, orçamento e crédito público são aprovados após debates em plenário

Fim do ano legislativo define agenda fiscal de Goiânia para 2026: a última sessão ordinária de 2025 da Câmara Municipal de Goiânia expôs, de forma cristalina, o jogo de forças entre base governista e oposição e encerrou o ano legislativo com a aprovação do pacote considerado essencial pelo Paço Municipal. Em meio a embates, manobras regimentais e discursos cruzados, os vereadores deram aval à revogação condicionada da chamada Taxa do Lixo, à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 e a um empréstimo de R$ 132 milhões junto ao BNDES.
Fim do ano legislativo define agenda fiscal de Goiânia para 2026
No caso da Taxa de Limpeza Pública (TLP), a revogação passou longe de ser automática. A base manteve uma emenda que, na prática, impõe freios ao fim imediato da cobrança, ao exigir estudo técnico e medidas de compensação financeira validadas pela Secretaria Municipal da Fazenda. O dispositivo funcionou como uma salvaguarda fiscal e desagradou setores da oposição, que acusaram o governo de empurrar a solução com a barriga.
O clima esquentou quando a bancada petista tentou retirar o relatório original do projeto por meio de destaque, movimento rechaçado pela maioria governista. O placar revelou a força do Executivo no plenário e isolou a oposição, incapaz de reverter a condução da matéria. Para defensores da emenda, a Câmara evitou uma renúncia de receita sem lastro; para críticos, blindou o governo de um desgaste imediato, transferindo o problema para um futuro incerto.
Também aprovado, o empréstimo de R$ 132 milhões escancarou o alinhamento da base ao prefeito Sandro Mabel. Mesmo com votos contrários e questionamentos sobre endividamento, a autorização avançou após prorrogações sucessivas da sessão, num esforço visível para garantir o resultado desejado pelo Paço.
Já a LOA de 2026 passou quase sem ruído, reflexo de acordos previamente costurados. Com isso, a base governista fecha o ano com todas as matérias prioritárias aprovadas, enquanto a oposição termina 2025 reclamando de atropelos e perda de espaço político. O saldo da sessão foi menos técnico e mais simbólico: o Executivo mostrou controle da Câmara, e o Legislativo, mais uma vez, optou por jogar no modo seguro.
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Crédito da Imagem: CMG com IA GOYAZ