Anistia geral é impossível, afirma relator do PL

Anistia geral é impossível, afirma o relator do projeto que discute perdão aos réus dos atos de 8 de janeiro, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O parlamentar antecipou nesta quinta-feira (18) que apresentará um texto intermediário, frustrando a ala do Partido Liberal (PL) que pleiteia anistia total.
Segundo o relator, a proposta deverá “desagradar extrema direita e extrema esquerda, mas agradar a maioria da Câmara”. Ele relatou que o presidente da Casa, Arthur Lira, e o líder Hugo Motta se reuniram por mais de três horas com representantes do PL, sepultando a ideia de “anistia ampla, geral e irrestrita”.
Anistia geral é impossível, afirma relator do PL
Com a urgência já aprovada, o texto pode ir a voto a qualquer momento. Em debate está se o projeto concederá reduções de pena ou perdão parcial, além de quem será beneficiado: apenas manifestantes, ou também organizadores e financiadores dos atos golpistas.
Aliados de Jair Bolsonaro pressionam para que o ex-presidente — condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes — entre no rol de beneficiados. Paulinho, porém, afirmou a jornalistas que “não estamos mais falando de anistia”.
O relator pretende buscar apoio de governadores para influenciar as bancadas estaduais e mira votar o texto na próxima semana. “Cabe a mim fazer o meio-campo”, declarou.
Em julgamento concluído na última semana, o STF atribuiu a Bolsonaro e a militares próximos a articulação para anular a eleição de 2022, chegando a prever, segundo as investigações, atentados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
Mais detalhes sobre o andamento do projeto podem ser acompanhados na Agência Brasil, referência em cobertura política nacional.
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Crédito da imagem: José Cruz/Agência Brasil