As metas da gestão Mabel para a crise do Aterro Sanitário
Prefeito Sandro Mabel (União Brasil), com autoridades e vereadores, vistoriou o Aterro Sanitário de Goiânia para mostrar melhorias e o compromisso da gestão com a modernização de resíduos

As metas da gestão Mabel para a crise do Aterro Sanitário: a gestão do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), que tomou posse em 1º de janeiro de 2025, colocou os desafios do Aterro Sanitário de Goiânia no centro do debate público. A pauta, antes vista como um problema crônico e de difícil solução, ganhou nova relevância com a postura do novo governo de enfrentar o tema diretamente, apresentando planos para a modernização do local.

Mabel, acompanhado de autoridades do poder judiciário e do legislativo, realizou uma vistoria no Aterro Sanitário de Goiânia nesta segunda-feira (11/8). A visita, que contou com a presença do desembargador Maurício Porfírio, vereadores e secretários municipais, teve como objetivo apresentar as melhorias implementadas no local e reforçar o compromisso da gestão municipal com a modernização da gestão de resíduos sólidos.
Durante a visita, o prefeito demonstrou o funcionamento do aterro, desde a recepção dos resíduos até o processo de compactação e cobertura, destacando a diferença entre o aterro sanitário e a percepção popular de “lixão”.
“Todo mundo acha que o aterro é um grande lixão, cheio de gente, cachorro e não tem nada disso”, afirmou Mabel. “A única parte aberta é a de descarregamento, onde as máquinas já compactam e cobrem o lixo, formando camadas de até 5m. Esse processo evita que o resíduo agrida a natureza. Receber o desembargador e os vereadores aqui é uma oportunidade para mostrar a realidade, diferente daquela imagem de lixão de novela”.
As metas da gestão Mabel para a crise do Aterro Sanitário
O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Maurício Porfírio, elogiou a iniciativa da prefeitura. “Nós precisamos nos orgulhar do que fazemos e condenar aquilo que erramos. É importante prestar contas, como o prefeito está fazendo hoje, porque isso melhora a gestão pública e fortalece a confiança da população”, declarou Porfírio. Ele ressaltou ainda a importância de políticos que trabalham pelo bem comum, “assim como no Judiciário, temos que reconhecer quem realmente trabalha pelo coletivo”.
A iniciativa também foi bem recebida pelos vereadores presentes. Thiallu Guiotti destacou a importância de um plano de gestão de resíduos a longo prazo. “Nos últimos 30 anos, ninguém apresentou um plano com começo, meio e fim. A forma como o prefeito conduz a política, mostrando um caminho claro e planejado, fará com que o poder público e o cidadão passem a respeitar a cidade em relação ao lixo”, disse.
Desafios
O Aterro Sanitário da capital goiana enfrenta problemas estruturais e ambientais há anos. Relatórios da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e de outros órgãos de controle apontam uma série de falhas que comprometem sua operação e o diferenciam de um aterro sanitário ideal, aproximando-o perigosamente de um “lixão” a céu aberto.
Entre os principais desafios estão:
- Falta de Licença Ambiental Válida: O aterro opera de forma irregular, sem as licenças necessárias, o que tem levado a multas diárias aplicadas pela Semad.
- Problemas Estruturais e de Localização: O local é considerado inadequado por estar em área urbana, próximo a residências e a um aeródromo, o que contraria normas federais e internacionais. O risco de proliferação de vetores, acúmulo de gás metano e até deslizamentos de resíduos são preocupações recorrentes.
- Gestão de Chorume e Gás: O tratamento deficiente do chorume e a falta de aproveitamento do gás metano gerado são pontos críticos. O lixiviado, sem o devido processamento, pode contaminar o solo e a água. O gás, quando não queimado ou captado, representa um risco de explosões e contribui para o efeito estufa.
- Gestão de Resíduos Deficiente: Relatórios apontam falhas na compactação e cobertura dos resíduos, além de um sistema de monitoramento ambiental precário.
A Pauta em Evidência a Partir de 2025
A questão do aterro sanitário ganhou uma nova centralidade a partir da gestão de Sandro Mabel, que desde o início do seu mandato sinalizou que o tema seria uma de suas prioridades. A relevância se deu por alguns fatos que corroboram a nova abordagem:
1. Confronto Direto com o Problema e Proposição de Soluções: Diferentemente de gestões anteriores, Mabel defendeu publicamente a viabilidade de adequar o aterro existente, em vez de terceirizar o serviço para aterros privados. Ele argumentou que a transferência de resíduos seria financeiramente insustentável para o município, gerando custos adicionais de cerca de R$ 10 milhões por mês. A prefeitura passou a investir em melhorias imediatas, como a compra de máquinas, reforço na cobertura do lixo e estudos para a instalação de uma tecnologia moderna de tratamento de chorume e extração de gás.
2. Visitas e Fiscalização Intensas: Para demonstrar a seriedade de sua abordagem, o prefeito tem realizado diversas vistorias no aterro, levando comitivas de vereadores, desembargadores e a imprensa. Essa exposição reforça a transparência da gestão e permite que as autoridades vejam de perto as melhorias e os desafios, desmistificando a imagem de “lixão de novela” e garantindo que as ações sejam acompanhadas de perto pelo poder legislativo e pelo judiciário.
3. Proposta de Tecnologias Inovadoras: Sandro Mabel tem manifestado interesse em adotar modelos de “lixo zero” inspirados em tecnologias europeias, buscando transformar o aterro em uma fonte de renda para o município através do reaproveitamento de resíduos. Ele menciona a possibilidade de uma concessão para a instalação de uma usina que não gere resíduos e nem chorume, representando uma solução de longo prazo para a cidade.