Goiás

Goiás no Top 5: a sombra dos desaparecidos em milhares de famílias

Até junho de 2024, o banco contava com registros de 890 pessoas não identificadas

Goiás no Top 5: a sombra dos desaparecidos em milhares de famílias: Goiás se depara com um cenário preocupante em relação ao desaparecimento de pessoas, figurando entre os estados com maior número de ocorrências no país.

Em 2023, foram registrados 3.465 desaparecimentos, o que equivale a uma média de nove casos por dia, colocando Goiás como o 5º estado com mais desaparecidos, conforme dados do 18º Anuário de Segurança Pública de 2024 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Goiás no Top 5: a sombra dos desaparecidos em milhares de famílias

Apesar de um aumento em cerca de 100 casos em comparação com 2022, quando foram 3.334 registros, Goiás mantém o menor índice de desaparecimentos na região Centro-Oeste.

No entanto, o desafio persiste: das 3.465 pessoas que sumiram em 2023, apenas 1.535 foram localizadas, seja com vida ou falecidas. Isso significa que mais de 1.900 pessoas permanecem sem paradeiro conhecido, causando angústia e incerteza para suas famílias.

Os dados revelam que, em 2023, a maioria dos desaparecidos em Goiás (72,13%) eram maiores de idade, enquanto 27,87% eram menores. Em termos de gênero, 62,39% eram do sexo masculino e 37,61% do sexo feminino.

Iniciativas para Acelerar as Buscas:

Diante da complexidade do problema, as autoridades goianas têm intensificado as ações para localizar os desaparecidos. A Polícia Técnico-Científica (SPTC) de Goiás mantém um Banco de Perfis Genéticos (BPG) desde 2015, com o objetivo de auxiliar nas investigações.

Até junho de 2024, o banco contava com registros de 890 pessoas não identificadas. A integração desse banco com o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) é crucial, e Goiás contribui com cerca de 8% do total nacional, ocupando a quinta posição em termos de contribuição.

A Superintendência da Polícia Técnico-Científica de Goiás (SPTC), por meio do coordenador da Sessão de Pessoas Desaparecidas, Antônio Maciel, explica que a campanha de coleta de DNA é uma ferramenta essencial.

A iniciativa visa coletar material genético de familiares de pessoas desaparecidas para cruzar informações com perfis de pessoas vivas não identificadas ou restos mortais. Uma nova fase de coleta de DNA, e de conexão de impressões digitais, está sendo intensificada para agilizar as identificações.

Além disso, o Ministério Público de Goiás (MPGO) atua por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID-Goiás), que integra um banco de dados nacional para sistematizar e cruzar informações de diversos órgãos, auxiliando nas buscas.

A Secretaria de Estado de Administração (Sead) também estabeleceu uma parceria com o MPGO para aprimorar o PLID, buscando soluções inovadoras.

Outra iniciativa importante é a adesão de Goiás ao Alerta Amber, um programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que utiliza as redes sociais (Facebook e Instagram) para divulgar informações sobre menores desaparecidos, alcançando um raio de 160 quilômetros do local do desaparecimento.

Apesar dos esforços, um dos grandes desafios é a baixa procura de familiares pelo banco genético para fornecerem amostras de DNA. Muitos ainda registram o Boletim de Ocorrência, mas não fornecem o material genético, o que dificulta o processo de identificação de restos mortais não identificados. A conscientização sobre a importância desse recurso é fundamental para trazer respostas às famílias e amenizar a dor da incerteza que acompanha o desaparecimento de um ente querido.

Redação GOYAZ

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