
Bope e GT3 de Goiás podem reforçar segurança no RJ: forças de elite da segurança pública estão à disposição do governo do Rio de Janeiro para integrar o patrulhamento na capital fluminense após a operação que deixou 121 mortos na última terça-feira (28/10). O governador Ronaldo Caiado ofereceu as duas unidades de elite ao colega Cláudio Castro em videoconferência realizada um dia depois da ação policial.
Reconhecidas pelo elevado grau de preparo, as equipes goianas foram criadas para intervir em situações de extremo risco, como sequestros, resgates de reféns e confrontos com criminosos fortemente armados. Juntas, somam cerca de 150 agentes, número mantido em sigilo oficial.
Bope e GT3 de Goiás podem reforçar segurança no RJ
O Grupo Tático 3 (GT3) da Polícia Civil nasceu em 1999. O curso de formação dura três meses e exige alto desempenho físico e mental. Ao concluir a capacitação, os policiais ficam aptos para missões de “pronto emprego”, que incluem roubos a bancos, abordagens em áreas elevadas e uso de armamento superior ao das demais unidades da corporação. A equipe conta com snipers, especialistas em explosivos e negociadores, que só deixam a base quando acionados para ocorrências graves.
Já o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar foi criado em 1989, logo após o sequestro de uma criança em Goiânia. Os militares passam por treinamento semelhante ao do GT3 e atuam em cenários complexos, onde há risco iminente para reféns e policiais. Em abril de 2023, o Bope de Goiás apoiou forças do Mato Grosso e Tocantins na caçada a assaltantes que invadiram um quartel da PM e explodiram empresa de valores em Confresa (MT), operação que durou 39 dias e resultou em 18 mortos e cinco presos.
Missões interestaduais
As unidades especializadas goianas acumulam histórico de cooperação com outros estados. Além da ação em Mato Grosso, equipes do Bope atuaram no Rio Grande do Sul durante a enchente de 2022. Segundo levantamento do portal Agência Brasil, a recente operação no complexo de favelas do Rio superou o massacre do Carandiru e tornou-se a mais letal da história do país, o que motivou o pedido de reforço.
Nem a PM nem a Polícia Civil informam quantos agentes serão enviados ao Rio, caso o apoio seja confirmado. A decisão final depende da avaliação do governo fluminense sobre necessidade logística e integração tática com as forças locais.
Se confirmada, a presença do Bope e do GT3 deve concentrar-se em ações de alto risco, onde o conhecimento em infiltragem, tiro de precisão e desativação de artefatos explosivos pode reduzir baixas e ampliar a segurança de moradores e policiais.
Para Caiado, o envio das tropas representa “resgate do Estado de Direito” e demonstra a capacidade de Goiás em contribuir com a segurança nacional.
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